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Adolescentes e celular: como controlar o uso excessivo?

Adolescentes e celular: como controlar o uso excessivo?
Com o aumento do uso da internet por adolescentes o compartilhamento de fotos íntimas se tornou um perigo para muitos jovens que não medem os riscos dessa exposição
19.12.2020 07h57  /  Postado por: Roger Nicolini

Uma das grandes preocupações dos pais de crianças de adolescentes, nos tempos atuais, é o excesso de telas. O mundo está cada vez mais digital e são raras as atividades que não podem ser resolvidas com alguns cliques na tela do celular. A pandemia de coronavírus e o isolamento social agravaram ainda mais essa realidade, pois até as tarefas que não eram executadas pelo computador, passaram a ser online.

De acordo com a psicólogo Vitor Friary,  todas as faixas etárias sofrem com a exposição de telas, porém, de modo geral, a adolescência se apresenta como um fator de risco maior. Por ser uma fase do desenvolvimento voltada às interações sociais, o uso excessivo de jogos e o isolamento social, prejudicam o desenvolvimento dessa fase, fazendo com que o adolescente sinta dificuldade de formar sua identidade, laços afetivos, relacionamentos, participar de grupos, e se movimentar para a escolha de uma profissão, por exemplo, afirma.

“O interesse nos jogos aumentam, principalmente nos meninos, e o círculo de amigos se restringe aos jogadores online, ou amigos que eles fazem nas mídias sociais, favorecendo o baixo contato social, isolamento, vício em tecnologia e problemas de humor como a depressão que afeta grande parte da população jovem”, explica o profissional. Entre os principais prejuízos trazidos pelo uso excessivo de telas nessa fase, ganham destaque a baixa socialização, pois os adolescentes ficam mais isolados em casa; distúrbios do sono devido a super estimulação cerebral; ansiedade; sedentarismo; irritação; hiperatividade, e como consequência, impacto no aprendizado, lembra o psicólogo.

É importante dizer que nossas crianças e adolescentes são nativas digitais, sendo assim, proibir o uso nunca será uma boa alternativa. Segundo o psicólogo, a negociação se faz muito importante, assim como a regulação da rotina. No entanto, os pais também devem se atentar ao seu próprio excesso de uso, que prejudica o vínculo com os filhos.

FONTE: CORREIO DO POVO

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