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Passo Fundo e Cruz Alta estão entre as cidades que receberão Mutirão de acolhimento pelo Fim da Violência Contra a Mulher

Passo Fundo e Cruz Alta estão entre as cidades que receberão Mutirão de acolhimento pelo Fim da Violência Contra a Mulher
27.11.2020 06h43  /  Postado por: Roger Nicolini

Os 16 dias de ativismo e conscientização por respeito e igualdade, bem como para prevenção e combate a abusos e agressões ao público feminino são promovidos pelo Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher . Até o dia 10 de dezembro, a mobilização percorrerá 16 cidades do grupo de 23 municípios priorizados pelo RS Seguro, levando informações e oferta de atendimentos e serviços gratuitos (confira o calendário abaixo).

A atividade conta com a participação da Polícia Civil, Prefeitura de Porto Alegre, Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias, Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça do RS, Defensoria Pública do Estado, Secretaria da Segurança Pública (SSP), Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do RS (SJCDH), entre outros órgãos. O objetivo é promover ações sociais junto à população, como orientações gerais, distribuição de material informativo e kits com material de higiene (máscaras e álcool em gel) e realização de testes rápidos da Covid-19.

A Polícia Civil e a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar farão parte de todas as visitas, levando suas viaturas para locais públicos e arejados, com amplo acesso às pessoas nessas cidades, durante os 16 dias, das 13h30min às 18h. Neste período, a população poderá receber informações sobre a atuação das equipes no RS, locais de atendimento e todo tipo de dado relevante para auxiliar as mulheres no combate à violência.

A chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, destacou a importância da aproximação das instituições ligadas à Rede de Proteção à Mulher com a comunidade para levar informação dos diversos canais de atendimento às vítimas. “A violência contra a mulher se constrói em um contexto muito mais amplo do que os ataques visíveis, as agressões e abusos que podem acabar em feminicídios. São restrições à liberdade, censura por causa da roupa, exigir controle sobre as amizades, celular, onde vai. Esse evento, assim como os atendimentos permanentes que realizamos, visam levar informação e acolher as mulheres para que elas consigam se perceber quando envolvidas nessas situações e procurem ajuda”, afirmou Nadine, ressaltando ainda a importância da representação feminina em espaço de protagonismo.

A coordenadora das Patrulhas Maria da Penha da Brigada Militar, major Karine Pires Soares Brum, também enfatizou a importância de ações preventivas como os 16 Dias de Ativismo. “Pequenos gestos de violência como controle das redes sociais, dos relacionamentos familiares, das roupas, tudo isso é violência. Nesse espaço conseguimos falar para que as mulheres possam se reconhecer em uma situação de violência ou reconhecer uma amiga que passa por essa situação, para dar a chance de que elas busquem acolhimento antes de um quadro extremo” completou.

A ação do Comitê durante os 16 Dias de Ativismo também conta com o Ônibus Lilás, veículo especialmente preparado pela SJCDH para disponibilização de atendimento e material informativo sobre violência de gênero e os serviços da rede de atendimento à mulher em situação de violência existentes no Estado. O ônibus é equipado com duas salas fechadas que garantem a privacidade da vítima, copa, banheiro e uma equipe composta por profissionais das áreas de serviço social, psicologia, atendimento jurídico e segurança pública.

“A falta de informação sobre os serviços de proteção à mulher é muito grande. As vítimas não sabem onde procurar auxílio e isso acaba impedindo que muitas mulheres peçam ajuda e denunciem a violência sofrida. Como estado, é nosso dever estar ao lado dessas mulheres. Esse é o nosso principal objetivo: oferecer apoio e segurança”, afirmou o secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Mauro Luciano Hauschild.

O Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, criado por meio do Decreto nº 55.430/2020, tem como objetivo central fortalecer a rede de apoio às vítimas e promover entre os gaúchos uma mudança de cultura, que valorize a proteção da mulher na sociedade em todas as suas formas, tendo como premissa a atuação integrada. Coordenado pelo Programa Estruturante e Transversal RS Seguro, reúne o trabalho dos três Poderes, de 15 instituições das esferas municipal e estadual, além de sete secretarias de Estado.

Os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres são uma campanha anual e internacional que começa no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A programação do 16 Dias de Ativismo no Estado:  Sempre entre 13h30min e 18h

25/11 – Abertura em Porto Alegre (Largo Glênio Peres)
26/11 – Viamão (Praça Júlio de Castilhos)
27/11 – Canoas (Praça do Avião)
28/11 – Novo Hamburgo (Praça Punta del Leste)
29/11 – Alvorada (Praça Central João Goulart)
30/11 – Passo Fundo (Praça da Cuia)
01/12 – Cruz Alta (Praça General Firmino)
02/12 – Ijuí (Praça da República)
04/12 – Caxias do Sul (Praça Dante Alighieri)
05/12 – São Leopoldo (Praça do Brinquedo)
06/12 – Guaíba (Parque da Juventude)
07/12 – Santa Maria (Praça Saldanha Marinho)
08/12 – Pelotas (Mercado Público)
09/12 – Rio Grande (Praia do Cassino)
10/12 – Sapucaia do Sul (Praça General Freitas)
11/12 – Encerramento dos 16 Dias de Ativismo, em Bento Gonçalves (rua Marechal Floriano, em frente à Praça Walter Galassi)

FONTE E FOTO: ASCOM SSP RS

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