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Missas na Diocese de Cruz Alta permanecem sem a presença do povo inclusive até a Páscoa

Dom Adelar divulga orientações para a Semana Santa. Posição da Igreja segue orientações da CNBB, independente do Decreto Estadual, de 27/03
Missas na Diocese de Cruz Alta permanecem sem a presença do povo inclusive até a Páscoa
30.03.2020 07h45  /  Postado por: Roger Nicolini

Seguindo as orientações da CNBB, primando pela saúde dos fiéis e na tentativa de evitar a proliferação do Covid 19, a Diocese de Cruz Alta permanece com as missas celebradas sem a presença do povo.  A suspensão do expediente nas Paróquias e Cúria Diocesana, também, foi prorrogada até o dia 09 de abril.

A decisão é mantida, mesmo diante do Decreto Estadual, publicado no dia 27/03, que flexibiliza a abertura de missas e cultos religiosos, mediante adoção de medidas de proteção aos frequentadores, possibilitando a frequência de até 25% da capacidade da igreja.

Nesta sexta-feira, o Bispo Diocesano Adelar Baruffi reforçou as orientações para as celebrações da Semana Santa deste ano, divulgadas ainda na quinta-feira. Ele enfatizou que todas as celebrações litúrgicas, como já estão acontecendo, deverão permanecer sem a presença do povo e transmitidas pelas rádios ou facebook. “Tu não podes ir à missa, mas a missa irá até ti”, diz o Bispo.

Entre as orientações, destacamos a missa do Domingo da Paixão. Segundo Dom Adelar, ela será realizada na Igreja Matriz, com a bênção dos ramos no início da celebração, diante do altar. “Cada lugar vai organizar-se para saber como proceder neste sentido. Provavelmente as pessoas poderão, noutro momento, pegar os ramos abençoados, não no dia”, reforça o Bispo.

Também, a missa crismal, na Quinta-feira Santa, 09 de abril, acontecerá no salão da Catedral Diocesana, com a presença somente de alguns padres da cidade de Cruz Alta, quando será feita a bênção dos óleos dos enfermos e catecúmenos, bem como a consagração do óleo do crisma. A missa será às 10h, transmitida pelo facebook da Diocese de Cruz Alta. “Em outra oportunidade, os padres poderão, oportunamente, pegar o óleo na secretaria da Cúria Diocesana. A renovação das promessas sacerdotais será realizada no encontro dos presbíteros que faremos no mês de agosto, no dia 03, em que nos encontraremos todos para celebrar o Dia do Padre”, destaca.

Na Catedral e nas Igrejas paroquiais, mesmo sem a participação dos fiéis, o bispo e os párocos celebram os mistérios litúrgicos do Tríduo Pascal, avisando os fiéis da hora de início de modo a que se possam unir em oração em suas casas. Não será realizado o lava-pés, nem a procissão após a comunhão. O Santíssimo Sacramento deverá ser conservado no Sacrário.

Na Sexta-Feira Santa, o pároco celebrará a Paixão do Senhor. Na oração universal, o Bispo Diocesano terá o cuidado de estabelecer uma intenção especial pelos doentes, pelos defuntos e por aqueles que sofreram alguma perda e não se fará procissões e nem o beijo do Cristo morto. Roma enviou uma oração especial para este dia, “Pelos que padecem a pandemia do Covid-19”, que será inserida nas orações universais.

 Confissões e unção dos enfermos

Para as confissões, havendo possibilidade, o padre atende, com segurança, algum fiel. Não sendo possível, seguem-se as orientações emitidas pelo Papa Francisco, no dia 20 de março, que apresenta, unicamente para este momento excepcional, a possibilidade de se colocar diante de Deus, de coração arrependido, num momento de oração pessoal e pedir a Deus o perdão. O penitente se compromete a confessar-se com o padre assim que puder.

Quanto a Unção dos Enfermos, o Bispo lembra que esta não deve ser negada a presença do presbítero num pedido. Porém, o presbítero deve estar bem protegido.

Conforme decreto da CNBB

Com decreto presidencial considerando atividades religiosas como essenciais, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou, na quinta-feira, comunicado oficial com recomendações ao episcopado brasileiro, observando as orientações do Ministério da Saúde, em 20/03, que recomendam o distanciamento social.

“Essenciais são aqueles serviços e atividades que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população (art. 3º, § 1º). Este não é o caso das igrejas. No entanto, o Decreto 10.292 (art. 3º, inciso 39), assinado ontem, afirma que, dentro dos serviços públicos e atividades essenciais, encontram-se as ‘atividades religiosas de qualquer natureza, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde’. Desse modo, as atividades religiosas foram, por decreto, inseridas no grupo das atividades essenciais, porém sob a condição – assim diz o próprio Decreto – de se obedecer ao que o Ministério da Saúde determinar. Considerando, pois, que as orientações emanadas pelas autoridades competentes do Ministério da Saúde indicam o distanciamento social, as igrejas, se os bispos assim o considerarem, podem permanecer abertas, porém, do modo como tem sido feito: orações individuais, transmissões online etc. Não há como entender que os instrumentos legais acima referidos possam obrigar a reabertura das igrejas, muito menos para a prática de qualquer tipo de aglomeração. (…) reitero a unidade e a solidariedade de toda a Presidência da CNBB. Sabemos o quanto tem sido árduo equilibrar, por um lado, o atendimento religioso aos enfermos, aos profissionais da saúde e a todas as pessoas em geral e, por outro, seguir as normas sanitárias, cuja base é o distanciamento social. Sabemos também que, junto às preocupações especificamente pastorais, rondam-nos questões ligadas ao sustento de nossas igrejas, tanto no que concerne aos bens temporais quanto à caridade que praticamos. Os pobres esperam de nós tanto a presença espiritual quanto material. Essa presença começa pelo testemunho de quem, preocupado, por certo, com os aspectos materiais, escolhe, porém, a vida e a caridade em primeiro lugar.”, trechos do comunicado da CNBB, assinado por Dom Joel Portella, Secretário geral da CNBB.

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