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Sindicato põe bandeira de luto por prejuízos a agricultores em Não-Me-Toque

31.05.2018 07h30  /  Postado por: Roger Nicolini

A sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Não-Me-Toque, no norte do Estado, amanheceu de luto. A faixa preta estendida em frente ao prédio manifestava a tristeza de produtores da região diante do quadro de perdas que se agrava diariamente em razão da mobilização dos caminhoneiros. Ao ter de repetir a ação de descarte de leite da propriedade, na manhã de ontem, o presidente da entidade, Maiquel Junges, 34 anos, decidiu agir:

– Não podemos deixar a situação assim. Estamos de luto. A faixa preta é em favor do associado, do agricultor familiar, que está perdendo o sustento da sua família.

Ao relatar aquele momento em que, em meio aos litros de leite jogados fora, teve a ideia da mobilização, Maiquel não conteve as lágrimas. O jovem, que decidiu tocar a propriedade ao lado dos irmãos, e acabou se tornando uma liderança no meio, preocupa-se, ainda, com o efeito que a atual crise possa causar no longo prazo.

– Como manter a juventude no campo? – questiona.

A família cria 25 vacas da raça holandesa e teve de colocar fora 3,5 mil litros de leite desde o início da mobilização.

No início da mobilização, o sindicato, que tem 800 associados, dos quais cerca de 200 produtores de leite, foi procurado por caminhoneiros e decidiu apoiar a manifestação, levando tratores até Carazinho e realizando um grande protesto. Mas o suporte ficou insustentável com a multiplicação de produtores enumerando as perdas. O endosso foi retirado. E deu lugar ao luto.

Na terça-feira (29), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), que reúne os sindicatos do Estado, havia retirado o apoio à mobilização.

Presidente da entidade optou em manifestar o sentimento expressado por associados de tristeza com as perdas à produção. Foto: Arquivo pessoal

Fonte: Gaúcha/ZH

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