Alta do diesel e risco de desabastecimento preocupam setor de transportes
O aumento no preço do óleo diesel e a possibilidade de desabastecimento têm gerado preocupação no setor de transportes em todo o país. Em entrevista à Rádio Planetária, o presidente do sindicato rodoviário de Passo Fundo, Gilberto Godoy, alertou para um cenário delicado que já começa a impactar empresas e consumidores.
Segundo ele, o aumento no valor do combustível é real, mas há indícios de que parte do problema também esteja ligada à retenção de estoques por grandes distribuidores e empresas, o que reduz a oferta nos postos. Em algumas regiões, já há relatos de falta de diesel e gasolina, além de preços elevados, chegando a até R$ 9 o litro.
A situação afeta diretamente a logística, especialmente em um período importante para o agronegócio, com a colheita de soja e milho. A escassez de combustível pode comprometer o transporte da produção e impactar toda a cadeia econômica.
Gilberto também destacou que, embora o Brasil seja autossuficiente na produção de petróleo, ainda depende da importação de combustível refinado, o que agrava o cenário em momentos de crise internacional.
Outro ponto de atenção é o possível impacto no custo do transporte e, consequentemente, no preço final dos produtos. “Quem acaba pagando a conta é sempre o consumidor”, ressaltou.
Há ainda o risco de paralisação no setor, seja por protestos contra os altos preços ou pela própria falta de combustível. Segundo o sindicalista, caso a situação se prolongue, o país pode enfrentar um colapso logístico, com reflexos no abastecimento de alimentos e outros itens essenciais.
A expectativa é de que governos e autoridades atuem para evitar o agravamento da crise, mas, mesmo com uma eventual normalização, a reposição dos estoques pode levar até 60 dias.
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