Domingo, 03 de Maio de 2026
Telefone: (54) 3383 3400
Whatsapp: (54) 9 9999-7374
Curta nossa página no Facebook:
Clique para Ouvir
Tempo limpo
20°
12°C
Espumoso/RS
Tempo limpo
No ar: Domingo Show
Ao Vivo: Domingo Show
Notícias

Absolvida de crime em Salto do Jacuí, jovem morre dois meses após deixar a prisão após seis anos encarcerada

Absolvida de crime em Salto do Jacuí, jovem morre dois meses após deixar a prisão após seis anos encarcerada
03.11.2025 13h42  /  Postado por: villaadriano

Damaris Vitória Kremer da Rosa, de 26 anos, natural de Salto do Jacuí, morreu apenas dois meses depois de conquistar a liberdade, em Balneário Arroio do Silva (SC). A jovem passou seis anos presa injustamente por um crime do qual foi absolvida em agosto deste ano. Durante o período em que esteve encarcerada, desenvolveu um câncer de colo de útero, diagnosticado enquanto ainda estava na prisão.

De acordo com a advogada de defesa, Rebeca Canabarro, Damaris foi presa em 2019, acusada de envolvimento no assassinato de Daniel Gomes Soveral, ocorrido em 2018, em Salto do Jacuí. O Ministério Público do Rio Grande do Sul sustentava que ela teria atraído a vítima para uma emboscada, mas a defesa sempre manteve que Damaris era inocente e que o crime foi cometido pelo então namorado dela, após ela relatar ter sido estuprada por Daniel.

Mesmo sem provas diretas de participação, os pedidos de revogação da prisão preventiva foram negados pela Justiça. Durante os anos de prisão, Damaris apresentou sintomas graves, como dores intensas e sangramento, que evoluíram para o diagnóstico de câncer.

Em março de 2025, com o quadro clínico já avançado, a prisão foi convertida em domiciliar. Damaris passou a cumprir a pena na casa da mãe, utilizando tornozeleira eletrônica, e iniciou tratamento oncológico em Santa Cruz do Sul e Criciúma. Em agosto, foi finalmente absolvida pelo Tribunal do Júri.

A jovem faleceu em 27 de outubro e foi sepultada no Cemitério Municipal de Araranguá (SC).

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que avaliou três pedidos de soltura apresentados pela defesa, destacando que apenas no terceiro houve comprovação médica detalhada da doença. O Ministério Público do Estado, por sua vez, afirmou que a liberdade foi concedida assim que a enfermidade foi comprovada nos autos.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Fonte: CNN Brasil

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.
Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
CONCORDO