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Psicóloga, Gizela Vieira Scartazzini, destaca importância da prevenção ao suicídio no Setembro Amarelo

Psicóloga, Gizela Vieira Scartazzini, destaca importância da prevenção ao suicídio no Setembro Amarelo
10.09.2025 09h25  /  Postado por: Luan Tavares

Durante entrevista concedida à Rádio Planetária, a psicóloga Gisela Vieira Scartazzini, que atende no Centro Multiclínico de Espumoso, reforçou a importância da campanha Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e à valorização da vida.

Segundo Gisela, a iniciativa começou no Brasil em 2015, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com o Conselho Federal de Medicina, e é realizada em alusão ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, lembrado em 10 de setembro. A campanha recebeu o nome a partir de uma história ocorrida nos Estados Unidos, quando amigos de um jovem que tirou a própria vida passaram a distribuir cartões com fitas amarelas como símbolo de apoio e conscientização.

Durante a entrevista, a psicóloga destacou que falar sobre suicídio é fundamental para salvar vidas, pois permite identificar sinais de alerta e oferecer ajuda adequada. “Muitas pessoas não querem, de fato, morrer, mas desejam colocar fim a uma dor intensa. Ao abrir o diálogo, reduzimos preconceitos e estigmas e facilitamos o acesso ao tratamento”, explicou.

Ela também apresentou números preocupantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano no mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, a média é de 38 mortes por dia, sendo o suicídio a quarta causa de óbito entre jovens de 15 a 29 anos.

Entre os grupos mais vulneráveis, Gisela citou jovens, idosos, a população LGBTQIA+, indígenas e minorias étnicas, além de pessoas que enfrentam doenças mentais ou crônicas. Ela ressaltou que mudanças de comportamento, isolamento, perda de interesse por atividades antes prazerosas e falas sobre desesperança podem ser sinais de risco que exigem atenção imediata.

A psicóloga orientou que a abordagem deve ser feita com empatia e acolhimento, sem julgamentos ou frases que minimizem o sofrimento. “Perguntar diretamente sobre pensamentos suicidas não aumenta o risco. Pelo contrário, pode trazer alívio e abrir espaço para o pedido de ajuda”, afirmou.

Entre as estratégias de enfrentamento, Gisela destacou práticas de autocuidado, atividades físicas, técnicas de respiração, rotina organizada e, principalmente, buscar apoio profissional e redes de suporte. Ela lembrou que o Centro de Valorização da Vida (CVV) está disponível pelo telefone 188, com atendimento gratuito e sigiloso.

“Falar sobre saúde mental é essencial para quebrar tabus e criar um ambiente seguro para que as pessoas peçam ajuda. Prevenção ao suicídio é responsabilidade de todos nós”, concluiu.

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