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Sônia Kellermann relata trajetória de superação com o vitiligo e reforça importância da conscientização.

Sônia Kellermann relata trajetória de superação com o vitiligo e reforça importância da conscientização.
04.08.2026 09h23  /  Postado por: rodrigosiga007

ESPUMOSO (RS) — Em alusão ao Dia Nacional de Conscientização sobre o Vitiligo, celebrado em 1º de agosto, o programa Giro da Notícia, da Rádio Planetário, reprisou nesta terça-feira (4) uma entrevista especial com Sônia Kellermann, conhecida pela comunidade como Soninha. Durante a conversa, ela compartilhou sua experiência convivendo com a condição, falou sobre os desafios enfrentados ao longo dos últimos anos e destacou a importância da aceitação, da saúde emocional e do combate ao preconceito.

Ao longo da entrevista, Soninha fez um relato marcado pela sinceridade e pela emoção ao relembrar o momento em que surgiram as primeiras manchas na pele. Segundo ela, tudo começou em 2014, pouco tempo depois de enfrentar um câncer no rim. Após realizar uma cirurgia para retirada de parte do órgão, recebeu, cerca de seis meses depois, a notícia de que havia metástase, situação que representou um grande impacto emocional.

Na mesma época, ela percebeu o aparecimento de duas pequenas manchas no queixo. Após procurar atendimento médico e realizar exames, recebeu o diagnóstico de vitiligo, doença autoimune caracterizada pela perda da pigmentação da pele devido à destruição das células responsáveis pela produção de melanina.

Durante o bate-papo, Soninha explicou que, ao longo dos anos, percebeu uma relação direta entre o agravamento das manchas e períodos de intenso estresse emocional. Sempre que enfrentava situações difíceis, notava o surgimento de novas áreas despigmentadas.

Ela também revelou que, durante o acompanhamento médico, foi identificado um problema na tireoide, condição que pode estar associada ao desenvolvimento de doenças autoimunes, incluindo o vitiligo. A partir desse diagnóstico, iniciou novos tratamentos e passou a compreender melhor o comportamento da doença.

Posteriormente, Soninha enfrentou mais um desafio de saúde: um câncer no céu da boca. Segundo ela, foi justamente durante esse período que o vitiligo evoluiu de forma mais intensa, espalhando-se por diversas regiões do corpo.

Foi então que buscou auxílio psicológico e iniciou um processo de terapia, considerado por ela um dos momentos mais importantes de sua recuperação emocional.

Segundo Soninha, compreender que o tratamento não dependia apenas de medicamentos ou pomadas foi essencial para mudar sua forma de encarar a condição. Ela destacou que aprender a cuidar da saúde mental foi decisivo para aceitar a própria imagem e recuperar a autoestima.

Apesar da evolução do vitiligo, ela afirmou que hoje convive com a doença de forma tranquila. Explicou que o principal cuidado está relacionado à exposição ao sol, com o uso constante de protetor solar, além da atenção na escolha de alguns produtos para a pele, que se torna mais sensível nas áreas despigmentadas.

Durante a entrevista, Soninha também fez questão de esclarecer um dos principais mitos envolvendo o vitiligo: a doença não é contagiosa, não impede a realização das atividades do dia a dia e não representa risco de transmissão para outras pessoas.

Outro ponto abordado foi o preconceito enfrentado por pessoas com a condição. Ela contou que, principalmente no início, evitava fotografias e aparições públicas devido ao constrangimento causado pelas manchas. Em alguns momentos, chegou a ouvir comentários ofensivos e brincadeiras que a machucaram emocionalmente.

Segundo Soninha, o apoio da família foi fundamental nesse processo. Ela relembrou, inclusive, uma conversa com a filha Laura, que a incentivou a aceitar sua aparência e buscar ajuda para fortalecer sua autoestima. A partir desse incentivo, passou a enxergar o vitiligo de outra maneira e afirma que hoje praticamente já não percebe mais as manchas como um problema.

Durante a conversa, também foi lembrado o caso do cantor Michael Jackson, que contribuiu para tornar o vitiligo conhecido mundialmente. Soninha explicou que existem diferentes formas da doença, podendo aparecer apenas em pequenas regiões do corpo ou evoluir para a forma universal, quando grande parte da pele perde a pigmentação. Ela relatou que seu caso segue essa evolução, embora algumas áreas apresentem recuperação espontânea da coloração.

Ao final da entrevista, a mensagem principal foi de conscientização e respeito. Soninha destacou que todas as pessoas possuem características únicas e que a sociedade precisa aprender a conviver com as diferenças, deixando de lado julgamentos e preconceitos.

A Rádio Planetário reforça que o Dia Nacional de Conscientização sobre o Vitiligo tem como objetivo ampliar a informação sobre a condição, combater a discriminação e incentivar o diagnóstico e o acompanhamento médico adequados, promovendo mais inclusão, empatia e qualidade de vida para quem convive com a doença.

Acompanhe o podcast completo:

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