Pioneirismo na apicultura e demonstrações na meliponicultura são destaque na Expoagro Afubra
Se o Rio Grande do Sul é hoje o maior produtor de mel do Brasil, muito se deve ao trabalho de pioneiros como o professor Emílio Schenk. Esse resgate histórico da apicultura no Brasil, assim como demonstrações relacionadas ao manejo das abelhas sem ferrão, são os destaques da parcela da Apicultura e da Meliponicultura na Casa da Emater na Expoagro Afubra, que acontece até sexta-feira (27/03), em Rio Pardo.
O extensionista rural da Emater/RS-Ascar Sanderlei Pereira conta que Schenk foi um técnico agrícola formado na Alemanha, que veio para o Brasil em 1895 e trouxe consigo uma grande bagagem técnica sobre a apicultura. Ele se fixou em Curitiba/PR no primeiro momento, depois se mudou para Canoas e, na sequência, para Taquari, onde escreveu vários livros, alguns em alemão, e também montou o Parque Apícola da cidade. “Foi uma referência nacional na área por ter modernizado, ter introduzido na apicultura as caixas mobilistas (com caixilhos). E ele também criou um modelo de caixa que na época era muito usada, construída com tábuas de araucária, que existia com fartura na época. Então, ele é um pioneiro no Brasil e, com isso, através do Parque Apícola de Taquari, que produzia rainha, cera, tornou o Rio Grande do Sul o maior produtor de mel do Brasil. E a gente está resgatando a parte histórica da importância desse técnico, que também foi contratado pela Secretaria de Agricultura do Estado e foi professor da Ufrgs no curso de Zootecnia”, ressalta Pereira.
E na parte da meliponicultura, diariamente por volta das 10h e das 14h, ocorrem demonstrações de confecção de iscas pet para captura de abelhas sem ferrão e transferência de meliponídeos dessas iscas para caixas de padrão técnico. Assim como de divisão de colmeias de jataís, com o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Cláudio Carvalho.
Juliana Ceretini, produtora de soja e arroz em Cachoeira do Sul, gravou toda a demonstração de divisão de colmeias com o celular. “Cheguei bem na hora da oficina. Foi muito útil, às vezes eu pesquiso alguma coisa sobre as abelhas sem ferrão, pois eu pretendo no futuro trabalhar com elas”, afirma.
Já o agricultor Fernando Werner, de Roca Sales, contou que possui duas caixinhas de abelhas sem ferrão e aproveitou para esclarecer dúvidas. “A gente sempre tem alguma coisa para aprender, como eu aprendi bastante hoje. Nunca se sabe tudo”, diz o produtor, que recebeu orientações que vão favorecer o manejo no inverno.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar na Expoagro Afubra




