Mortandade de cães e gatos em Selbach levanta suspeita de envenenamento e mobiliza autoridades
A morte de cães e gatos em um curto espaço de tempo tem causado preocupação no município de Selbach. Ao todo, 11 animais — oito cães e três gatos — foram encontrados mortos em cerca de uma semana, com indícios que apontam para possível envenenamento. O caso ganhou repercussão regional e já está sendo investigado pela Polícia Civil.
Em entrevista à rádio, Alessandra Juges, integrante do grupo de proteção animal CãoViver, explicou que, embora não haja laudo oficial confirmando a substância utilizada, os sinais apresentados pelos animais são compatíveis com intoxicação. Um dos cães chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas acabou morrendo, e o laudo clínico indicou sinais claros de envenenamento.
Segundo Alessandra, a confirmação por meio de necrópsia não foi possível porque alguns animais já estavam em estado avançado de decomposição quando foram encontrados, além das dificuldades financeiras e logísticas para encaminhamento a outra cidade. O grupo atua de forma independente e depende de doações, rifas e ações solidárias para custear atendimentos veterinários.
Casos envolveram animais comunitários e pets com tutor
Entre os animais mortos estão cães comunitários, conhecidos pela população, e também pets que tinham tutores, incluindo um caso ocorrido dentro do pátio de uma residência, onde o cão estava amarrado. Alguns corpos foram encontrados em sacos plásticos, jogados à beira de estrada, e um animal chegou a ser localizado enterrado.
“Não é possível tratar isso como algo normal. Em uma cidade pequena como Selbach, com cerca de cinco mil habitantes, a morte de 11 animais em poucos dias é alarmante”, destacou Alessandra.
Investigação em andamento
O grupo CãoViver registrou denúncia junto à Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar o caso. A expectativa é que a investigação avance com a análise de imagens de câmeras de segurança e outras diligências, a fim de identificar os responsáveis e evitar novos episódios.
Até o momento, não houve novos registros de mortes, mas há relatos de animais desaparecidos, o que mantém o alerta na comunidade.
Trabalho voluntário e apoio da comunidade
O grupo CãoViver atua no resgate, tratamento, alimentação e encaminhamento para adoção de animais em situação de vulnerabilidade. Embora conte com apoio limitado do poder público para castrações, a maior parte das despesas — como ração, medicamentos e atendimentos emergenciais — é custeada com ajuda da comunidade.
Alessandra também reforçou que maus-tratos vão além da agressão física, incluindo manter animais presos em correntes curtas, sem sombra, água ou condições adequadas, prática que é considerada crime.
Conscientização e denúncias
O grupo reforça a importância da conscientização da população, das denúncias em casos de maus-tratos e do apoio às ações de proteção animal. As atividades e campanhas do CãoViver podem ser acompanhadas pelas redes sociais do grupo.
“Se a pessoa não pode ou não quer ter um animal, que ao menos não maltrate. E quem puder ajudar, seja com adoção, doações ou denúncias, já está fazendo a diferença”, concluiu Alessandra.
Acompanhe o podcast.




