Sábado, 07 de Fevereiro de 2026
Telefone: (54) 3383 3400
Whatsapp: (54) 9 9999-7374
Curta nossa página no Facebook:
Clique para Ouvir
Tempo nublado
27°
17°
23°C
Espumoso/RS
Tempo nublado
No ar: Madrugadão Líder
Ao Vivo: Madrugadão Líder
Notícias

Soja tem comercialização travada no Rio Grande do Sul por incertezas produtivas e gargalos logísticos

Soja tem comercialização travada no Rio Grande do Sul por incertezas produtivas e gargalos logísticos
05.02.2026 13h39  /  Postado por: villaadriano

A comercialização da soja no Rio Grande do Sul segue praticamente paralisada, refletindo um cenário de incerteza produtiva e fortes limitações logísticas no estado. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o avanço da colheita do milho, com produtividade média estimada em 7.370 quilos por hectare, tem pressionado a infraestrutura disponível, competindo diretamente por caminhões e espaço nos armazéns, muitos deles operando no limite da capacidade. Esse cenário já configura um gargalo logístico mesmo antes do início efetivo da safra de soja.

No mercado interno gaúcho, os preços apresentam oscilações pontuais, mas sem estímulo suficiente para destravar os negócios. Em Ijuí, a saca da soja é negociada a R$ 123,50, com queda de 0,40%. Em Cruz Alta, a cotação chegou a R$ 124,00, recuo de 0,80%. Passo Fundo registra uma das maiores baixas do estado, com preço de R$ 123,06, retração de 3,10%. Já em Santa Rosa, o valor permanece estável em R$ 123,00 por saca. Segundo a consultoria, a combinação entre incerteza quanto ao volume final da safra e dificuldades no escoamento tem mantido produtores cautelosos e afastados do mercado.

Em Santa Catarina, o cenário é de maior estabilidade técnica. O município de Palma Sola apresentou valorização de 0,87%, com a saca cotada a R$ 116,00, enquanto Rio do Sul manteve estabilidade no mesmo patamar, também a R$ 116,00. Conforme a TF Agroeconômica, a forte integração com o complexo agroindustrial catarinense permite que uma parcela relevante da produção seja absorvida localmente, reduzindo a dependência direta das oscilações do mercado externo. No porto de São Francisco do Sul, a soja é negociada a R$ 131,90 por saca, sem variação no período analisado.

O Paraná vive um cenário considerado dual pela consultoria, marcado por avanços institucionais, mas também por atrasos técnicos no campo. No porto de Paranaguá, a cotação chegou a R$ 127,76, com leve queda de 0,03%. No interior do estado, Cascavel registra preço de R$ 117,23, estável. Maringá teve recuo mais expressivo, com a saca negociada a R$ 120,00, queda de 1,43%. Em Ponta Grossa, o preço FOB ficou em R$ 124,20, baixa de 0,23%, enquanto no mercado de balcão o valor chegou a R$ 118,00. Em Pato Branco, a cotação permaneceu em R$ 115,00, sem variação.

No Mato Grosso do Sul, o desafio é administrar uma safra recorde em meio a limitações estruturais. Os preços no mercado spot recuaram de forma mais acentuada em diversas regiões. Em Dourados, a soja é negociada a R$ 108,00, queda de 3,57%. Campo Grande registra R$ 107,00, com recuo de 1,83%. Maracaju apresenta valor de R$ 107,00, baixa de 3,60%. Chapadão do Sul teve cotação de R$ 108,00, retração de 2,70%, enquanto Sidrolândia fechou em R$ 108,00, com queda de 0,92%.

Já o Mato Grosso segue ditando o ritmo da safra brasileira, com a colheita alcançando 24,97% da área total cultivada. Apesar do avanço nos trabalhos de campo, os preços mostram comportamento misto entre as regiões. Em Campo Verde, a saca é negociada a R$ 105,50, alta de 0,19%. Lucas do Rio Verde registra R$ 100,10, sem variação, enquanto Nova Mutum aparece com R$ 100,50, avanço de 0,22%. Em Primavera do Leste, o preço chegou a R$ 106,00, alta de 0,28%. Rondonópolis apresenta uma das maiores valorizações, com R$ 107,60, aumento de 0,56%, e Sorriso registra R$ 99,50, com leve queda de 0,10%.

O panorama traçado pela TF Agroeconômica evidencia um mercado de soja ainda pressionado por fatores logísticos, climáticos e estruturais, com produtores adotando postura cautelosa diante das incertezas, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a combinação entre escoamento limitado e indefinições sobre a safra segue travando os negócios.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Fonte: Agrolink

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.
Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
CONCORDO