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Sergio Peres assume presidência da Assembleia Legislativa com foco no municipalismo

Sergio Peres assume presidência da Assembleia Legislativa com foco no municipalismo
02.02.2026 10h20  /  Postado por: villaadriano

O novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul tem raízes no interior de Santo Antônio da Patrulha, região que hoje integra o município de Caraá. Sergio Peres, deputado estadual pelo Republicanos, é pastor evangélico ligado à Igreja Universal e figura considerada pioneira entre os líderes religiosos que ingressaram na política ainda no início dos anos 2000. Ele concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo em 2002, em um momento em que a presença de pastores evangélicos na política institucional ainda era incipiente no Brasil.

Filho de agricultores, Peres deixou o interior aos 19 anos e seguiu para a Região Metropolitana de Porto Alegre em busca de novas oportunidades. Foi eleito deputado estadual e exerceu mandato entre 2003 e 2006. Após esse período, optou por se dedicar integralmente às atividades pastorais, afastando-se temporariamente da política. O retorno à Assembleia Legislativa ocorreu em 2014 e, desde então, o parlamentar vem sendo sucessivamente reeleito. Agora, por acordo entre os maiores partidos da Casa, assume a presidência do Parlamento gaúcho no último ano da atual legislatura, justamente em um período marcado por eleições municipais e intensificação do debate político.

Ao projetar sua gestão, Sergio Peres afirma que o eixo central da presidência será o municipalismo. Segundo ele, a Assembleia já teve presidentes com bandeiras bem definidas, como educação, irrigação e desenvolvimento sustentável, e sua prioridade será defender maior fortalecimento financeiro e institucional dos municípios. O deputado avalia que o atual pacto federativo é desequilibrado, com concentração excessiva de recursos na União e nos Estados, enquanto os municípios ficam responsáveis pela execução de políticas públicas sem a devida contrapartida financeira. Para Peres, é nas cidades que a vida das pessoas acontece, onde se gera renda e se arrecadam impostos, e, por isso, é necessário lutar para que mais recursos permaneçam na esfera municipal.

À frente da Assembleia em um ano eleitoral, o novo presidente acredita que o ritmo de votações tende a ser menos acelerado, mas não prevê um ambiente sem confrontos. Ele avalia que o acirramento ideológico será inevitável, comparando o clima político gaúcho a uma “peleia” tradicional, como nos clássicos Gre-Nal. No entanto, ressalta que o atual governo estadual já está no fim do ciclo e não encaminhou projetos considerados altamente polêmicos, o que deve reduzir embates mais duros no plenário. Para Peres, o Parlamento gaúcho amadureceu após mais de uma década de reformas estruturais iniciadas ainda no governo José Ivo Sartori, o que contribui para um cenário de maior previsibilidade legislativa.

Sobre a menor quantidade de projetos de autoria dos deputados ao longo da legislatura, o presidente avalia que as principais pautas de impacto social e econômico têm partido do Executivo, especialmente aquelas relacionadas a impostos, alíquotas, pedágios e reformas de categorias do serviço público, como professores, policiais e servidores da segurança. Segundo ele, projetos de deputados tendem a ser menos polêmicos e, muitas vezes, aprovados por unanimidade justamente por não gerarem grandes despesas e beneficiarem diretamente as comunidades locais. Peres destaca que o Republicanos foi um dos partidos que mais aprovou projetos, ainda que de menor repercussão midiática.

Em relação ao início dos trabalhos da CPI dos Pedágios, o presidente afirma esperar um processo firme, com audiências públicas, convocações e possível revisão de contratos, mas sem caráter eleitoreiro. Ele defende que a comissão produza resultados concretos e construtivos, evitando que se transforme apenas em instrumento de desgaste político.

Internamente, o Republicanos vive uma divisão na Assembleia, com parlamentares alinhados ao governo e outros posicionados na oposição. Sergio Peres reconhece que essa situação é desconfortável para o partido, mas afirma que a diversidade de posições faz parte da vida política. Ele ressalta, no entanto, que sempre deixou claro seu posicionamento contrário a aumentos de ICMS, lembrando que propostas desse tipo já foram rejeitadas de forma unânime na Casa. Com a saída do deputado Carlos Gomes do governo estadual, prevista para fevereiro, o partido deve intensificar articulações para definir alianças eleitorais, ouvindo prefeitos, vereadores e lideranças regionais.

Sobre a eleição ao governo do Estado, Peres avalia que o Republicanos dificilmente se alinhará à esquerda, por convicções ideológicas e valores que, segundo ele, não são negociáveis. O cenário, portanto, deve se concentrar entre candidaturas de centro-direita, como as de Luciano Zucco, do PL, e Gabriel Souza, do MDB. Embora não declare preferência pessoal e afirme que cuidará prioritariamente de sua própria campanha, o presidente assegura que será fiel à decisão partidária caso uma aliança seja formalizada.

No plano nacional, Sergio Peres destaca o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como o nome mais forte para uma disputa presidencial, independentemente de sigla partidária. Para ele, Tarcísio reúne baixa rejeição, capacidade administrativa comprovada e experiência como ministro e governador, superando barreiras ideológicas e partidárias. O deputado avalia que outras lideranças, embora populares, ainda enfrentam altos índices de rejeição e menor preparo para o comando do país.

Ao refletir sobre o impacto da presidência da Assembleia em sua campanha à reeleição, Peres afirma que seu trabalho eleitoral é contínuo e não se restringe ao período oficial. Ainda assim, reconhece que o cargo amplia a visibilidade e o acesso aos municípios, o que pode ser positivo. Para o novo presidente, a combinação entre visibilidade institucional e atuação política de longo prazo tende a fortalecer sua posição no cenário eleitoral.

Fonte: Correio do Povo

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