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Mercado da soja no Sul mantém lavouras em boas condições, mas preços seguem pressionados e negociações travadas

Mercado da soja no Sul mantém lavouras em boas condições, mas preços seguem pressionados e negociações travadas
02.02.2026 10h13  /  Postado por: villaadriano

O mercado da soja no Rio Grande do Sul segue apresentando condições satisfatórias nas lavouras, porém com comercialização travada e baixa liquidez. O cenário é influenciado pela cautela dos produtores diante das oscilações de preços e da indefinição do mercado, conforme análise divulgada pela TF Agroeconômica. Para contratos com pagamento e entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 128,00 por saca, o que representa queda semanal de 1,52%. Já no interior do Estado, as referências ficaram em torno de R$ 121,00 por saca, com leve alta semanal de 0,83%.

Em Santa Catarina, o cenário é de estabilidade técnica, com a colheita ainda em estágio inicial. Segundo a consultoria, um dos diferenciais competitivos do estado é a infraestrutura de armazenamento, considerada mais capilarizada e integrada às agroindústrias regionais, o que garante maior flexibilidade logística aos produtores. No porto de São Francisco do Sul, a saca de soja é cotada a R$ 129,00, com valorização semanal de 0,26%.

O Paraná, por sua vez, registra produtividade considerada extraordinária, alcançando médias de até 80 sacas por hectare. Apesar do bom desempenho no campo, os preços enfrentam forte pressão, com queda acumulada de 14,71%. Em Paranaguá, a soja é negociada a R$ 127,54 por saca, praticamente estável no comparativo semanal. No interior, os valores são mais baixos: em Cascavel, R$ 117,59 (-5,17%); Maringá, R$ 119,00 (-4,03%); Ponta Grossa, R$ 118,00 (-3,25%); e Pato Branco, R$ 115,00 (-1,71%), todos por saca FOB.

No Mato Grosso do Sul, a colheita ainda avança de forma lenta, atingindo cerca de 2% da área total cultivada. Em Dourados, o preço spot da soja permaneceu em R$ 113,00 por saca, sem variação. Já em Campo Grande, a cotação recuou para R$ 108,00 (-1,82%); em Maracaju, para R$ 107,00 (-4,46%); em Chapadão do Sul, houve valorização para R$ 111,65 (+3,38%); e em Sidrolândia, o preço ficou em R$ 109,00 (-0,91%).

Mato Grosso consolida a liderança nacional no ritmo de colheita, com o estado já tendo entre 19,7% e 25% da área total trilhada. Apesar do avanço acelerado, os preços seguem em queda em diversas praças. Em Campo Verde, a saca é cotada a R$ 104,80, com recuo de 6,43%. Em Lucas do Rio Verde, o valor caiu para R$ 99,70 (-3,86%), enquanto em Nova Mutum a cotação ficou em R$ 100,28 (-3,30%). O cenário reforça a combinação de boa oferta com demanda cautelosa, mantendo a pressão sobre os preços no curto prazo.

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