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Operação Acerto de Contas prende contador suspeito de lavar R$ 225 milhões para facção Os Manos no RS e em SC

Operação Acerto de Contas prende contador suspeito de lavar R$ 225 milhões para facção Os Manos no RS e em SC
28.01.2026 09h30  /  Postado por: villaadriano

Um técnico em contabilidade de 57 anos foi preso preventivamente nesta quarta-feira por suspeita de gerenciar um complexo esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Os Manos, com atuação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. De acordo com as forças de segurança, o investigado teria movimentado cerca de R$ 225,4 milhões desde 2023, por meio de 175 empresas de fachada, utilizando o dinheiro oriundo do tráfico de drogas e de crimes de sonegação fiscal.

A prisão e o bloqueio de valores ocorreram no âmbito da Operação Acerto de Contas, que resultou no cumprimento de 261 ordens judiciais em municípios gaúchos e catarinenses. No Rio Grande do Sul, as ações ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Dois Irmãos, Igrejinha, Sapiranga, Araricá, Tramandaí, Capão da Canoa, Campo Bom, Gravataí e Guaporé. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Florianópolis.

A ofensiva é resultado de uma atuação integrada entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (Gaeco/MPRS), a Receita Estadual e a Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), vinculada ao Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) da Polícia Civil.

Além da prisão do principal investigado, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 225,4 milhões em contas bancárias e ativos financeiros, valor que corresponde à estimativa do montante movimentado no esquema criminoso. Também foram confiscados 11 imóveis e 30 veículos. Outras 11 pessoas tiveram medidas cautelares decretadas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, enquanto diversos mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências e empresas ligadas aos suspeitos.

Segundo as investigações, o contador já estava com a licença profissional cassada, mas continuava atuando de forma indireta, utilizando terceiros para manter o funcionamento do esquema. Ele seria o responsável por estruturar e coordenar a criação de empresas de fachada, o uso de contas bancárias em nome de laranjas e a constituição de holdings, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos.

Ainda conforme apurado, o investigado orientava comparsas na emissão de notas fiscais frias, no ajuste fraudulento de declarações de Imposto de Renda e na transferência de empresas endividadas para os nomes de terceiros. A base da organização criminosa, segundo as autoridades, era a criação constante de novos CNPJs, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro e o vínculo entre os recursos e as atividades criminosas.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o destino dos valores movimentados e a extensão da atuação da facção no sistema financeiro formal.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Fonte: Correio do Povo

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