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Inadimplência no Rio Grande do Sul cresce 11,89% em 2025 e supera médias regional e nacional

Inadimplência no Rio Grande do Sul cresce 11,89% em 2025 e supera médias regional e nacional
28.01.2026 15h27  /  Postado por: villaadriano

A inadimplência no Rio Grande do Sul encerrou 2025 em forte alta, acima dos índices registrados tanto na Região Sul quanto no Brasil. Dados divulgados pelo SPC Brasil apontam que o número de pessoas com contas em atraso no Estado aumentou 11,89% em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2024. O avanço supera o crescimento observado no Sul do país, que foi de 10,86%, e também a média nacional, de 10,17%.

Os dados revelam um agravamento consistente do endividamento ao longo do ano, refletindo diretamente a perda de poder de pagamento da população gaúcha em um contexto de desaceleração econômica.

Perfil do devedor gaúcho

A análise do perfil dos inadimplentes mostra que a maior concentração está na faixa etária entre 30 e 39 anos, que representa 23,37% do total. A distribuição por gênero é equilibrada, com leve predominância feminina: 51,38% dos devedores são mulheres. A idade média do consumidor negativado no Rio Grande do Sul é de 46,9 anos.

Em dezembro, cada consumidor inadimplente no Estado acumulava, em média, R$ 5.138,87 em dívidas. Apesar desse valor elevado, 42,92% dos negativados tinham débitos de até R$ 1.000, indicando que pequenas dívidas também contribuem de forma significativa para o cenário geral de inadimplência.

Outro dado que chama atenção é o tempo médio de atraso, que chegou a 27,7 meses. Do total de devedores, 34,62% estavam com contas em atraso entre um e três anos, o que evidencia dificuldades prolongadas para a regularização financeira.

O volume total de dívidas apresentou crescimento ainda mais expressivo, com alta de 21,83% na comparação anual. O setor bancário concentra a maior parcela dos débitos, respondendo por 61,61% do total, seguido pelos segmentos de água e luz, comunicação e comércio. Em média, cada devedor no Rio Grande do Sul possui 2,32 contas em atraso.

Para o presidente da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, Ivonei Pioner, os números confirmam um cenário já esperado de desaceleração econômica. Segundo ele, eventos climáticos extremos tiveram papel determinante nesse processo. “Secas e enchentes aceleraram este processo principalmente na área do agronegócio, mas o impacto foi na economia de forma geral”, avalia.

Apesar de um pequeno aumento de apenas 0,04% na passagem de novembro para dezembro, o dado sugere uma possível estabilização no fim do ano, porém em um patamar elevado. O resultado confirma a deterioração do poder de compra e de pagamento do gaúcho ao longo de 2025, mantendo a inadimplência como um dos principais desafios econômicos do Estado.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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