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Comandante do PRE de Tapera destaca fim de semana sem acidentes, fiscalização intensa e alerta para imprudência nas rodovias

Comandante do PRE de Tapera destaca fim de semana sem acidentes, fiscalização intensa e alerta para imprudência nas rodovias
26.01.2026 09h46  /  Postado por: villaadriano

Na manhã desta segunda-feira, 26 de janeiro, durante o programa Giro da Notícia, o comunicador Rodrigo Oliveira entrevistou o sargento Pedro Denk Vitz, comandante do Grupo Rodoviário Estadual de Tapera, pertencente ao Comando Rodoviário da Brigada Militar. A conversa trouxe um panorama detalhado sobre a atuação da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) na região, os números de fiscalização, a prevenção de acidentes, o uso de radares móveis, a alcoolemia ao volante e as principais orientações aos motoristas que trafegam pelas rodovias estaduais.

Logo no início da entrevista, o comandante destacou a ampla área de atuação do Grupo Rodoviário de Tapera. Atualmente, a unidade é responsável por 23 municípios, abrangendo cerca de 544 quilômetros de rodovias estaduais. Entre os trechos atendidos estão ligações importantes que passam por municípios como Carazinho, Fortaleza dos Valos, Barros Cassal e Salto do Jacuí, formando uma extensa malha viária com fluxo constante de veículos leves, pesados e de carga.

Um dos pontos positivos ressaltados foi o balanço do último fim de semana. Segundo o sargento Pedro, não foram registrados sinistros de trânsito nas rodovias sob responsabilidade do grupo, fato considerado extremamente relevante diante da grande área coberta e do volume de tráfego. Para o comandante, a ausência de acidentes é reflexo direto do trabalho preventivo, da fiscalização constante e das ações de orientação realizadas pela PRE, além de indicar maior conscientização por parte dos condutores.

Apesar do cenário positivo, o comandante fez questão de alertar para a imprudência ainda presente nas estradas. O uso do celular ao volante, o excesso de velocidade e a falta de atenção continuam sendo fatores recorrentes em acidentes graves. Segundo ele, poucos segundos de distração são suficientes para provocar colisões com consequências irreversíveis, incluindo feridos graves e mortes.

Durante a entrevista, o sargento Pedro reforçou que a atuação da Polícia Rodoviária não se resume à fiscalização e aplicação de multas. Um dos pilares do trabalho é a orientação constante aos motoristas, seja por meio de campanhas educativas, abordagens nas rodovias ou participações em programas de rádio. O objetivo, conforme explicou, é conscientizar os condutores sobre atitudes simples que salvam vidas, como respeitar a sinalização, reduzir a velocidade em dias de chuva, revisar o veículo antes de viajar e evitar qualquer tipo de distração ao dirigir.

Sobre o uso de radares móveis, o comandante foi direto ao afirmar que o excesso de velocidade ainda é uma das infrações mais comuns flagradas pela PRE. Ele citou casos recentes em que veículos foram registrados trafegando a velocidades extremamente elevadas, como 154 km/h em trechos onde o limite é muito inferior. Para o sargento, a combinação entre velocidade excessiva, más condições da pista e veículos sem manutenção adequada forma um “combo perigoso” que, mais cedo ou mais tarde, resulta em acidentes graves.

Outro tema abordado foi a fiscalização de alcoolemia. De acordo com o comandante, o etilômetro é ofertado diariamente nas rodovias da região, independentemente de finais de semana ou feriados. Somente no último fim de semana, foram registrados quatro casos relacionados à alcoolemia, incluindo recusas ao teste. O sargento explicou que a recusa não isenta o condutor das penalidades, que incluem multa elevada, suspensão do direito de dirigir e outras sanções administrativas previstas em lei.

O comandante também esclareceu dúvidas frequentes sobre as consequências de dirigir com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa ou cassada. Ele detalhou as diferenças entre suspensão e cassação, as penalidades administrativas e as possíveis implicações criminais, principalmente quando a cassação é determinada judicialmente. Segundo ele, muitos motoristas insistem em dirigir mesmo cientes da restrição, o que acaba agravando ainda mais a situação legal.

Durante a conversa, foi abordada ainda a questão da retenção de veículos por irregularidades. O sargento Pedro explicou que, em muitos casos, a legislação atual permite que o condutor regularize a situação no local, como a troca de um item obrigatório ou o pagamento de taxas pendentes, possibilitando a liberação imediata do veículo. Ele destacou que a evolução tecnológica e as resoluções do Senatran trouxeram mais agilidade e menos transtornos aos motoristas, especialmente em situações que antes resultavam em guinchamento.

A entrevista também tratou da fiscalização de veículos de carga, incluindo caminhões que transportam produtos perigosos. O comandante ressaltou que os policiais rodoviários passam por constantes cursos de capacitação para lidar com esse tipo de ocorrência, que exige atenção redobrada devido aos riscos de vazamentos, incêndios ou explosões. A fiscalização envolve desde a documentação até equipamentos obrigatórios e condições de segurança do motorista e do veículo.

Mesmo com um efetivo abaixo do ideal, realidade enfrentada por toda a Brigada Militar, o sargento Pedro garantiu que o trabalho não é interrompido em hipótese alguma. A atuação do Grupo Rodoviário de Tapera ocorre 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados, não apenas na fiscalização, mas também no auxílio a motoristas em situações de emergência, como panes mecânicas, pneus furados ou necessidade de orientação nas estradas.

O comandante também chamou atenção para o aumento expressivo do fluxo de veículos nas rodovias da região ao longo dos anos. Segundo ele, hoje praticamente não existem horários sem movimento, seja de dia ou de madrugada. Em Tapera, por exemplo, a média diária chega a cerca de 24 a 25 mil veículos transitando pelos trechos monitorados, número significativo para rodovias que, estruturalmente, permanecem praticamente as mesmas de décadas atrás.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Reportagem: Repórter Rodrigo Oliveira

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