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Polícia Civil prende 29 homens em operação contra violência doméstica e feminicídios no Rio Grande do Sul

Polícia Civil prende 29 homens em operação contra violência doméstica e feminicídios no Rio Grande do Sul
21.01.2026 15h22  /  Postado por: villaadriano

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 29 homens no período de 24 horas, entre terça-feira e esta quarta-feira, durante uma ofensiva estadual voltada ao enfrentamento da violência doméstica e à prevenção de feminicídios. A ação, denominada Operação Ano Novo, Vida Nova, mobilizou 109 viaturas e 363 agentes em diferentes regiões do Estado, resultando também no cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão e na retirada de quatro armas de fogo de circulação.

Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira. Conforme a corporação, as diligências ocorreram em todo o território gaúcho, com foco não apenas na repressão qualificada aos agressores, mas também na ampliação da rede de proteção às mulheres. Durante a operação, equipes distribuíram materiais informativos em locais públicos, orientando vítimas sobre os canais de denúncia e os mecanismos legais de proteção.

Outro eixo central da ofensiva foi a apuração de 102 denúncias anônimas relacionadas à violência doméstica, além da fiscalização de agressores monitorados por tornozeleira eletrônica, medida considerada fundamental para evitar a reincidência de crimes e o descumprimento de ordens judiciais.

A operação foi coordenada pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), vinculada ao Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), reunindo efetivo especializado da Polícia Civil. A delegada e diretora da Dipam, Waleska Alvarenga, destacou o caráter contínuo da atuação policial. “Nossa missão é proteger as mulheres gaúchas da violência oriunda de um longo período de machismo tóxico. Vamos seguir firmes e atentos. Não estamos inertes”, afirmou.

Durante a coletiva, a delegada também chamou atenção para um dado considerado alarmante: segundo ela, 95% das vítimas de feminicídio registradas no ano passado no Estado não possuíam Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor. “É fundamental que as mulheres solicitem MPU. Infelizmente, muitas não conseguem quebrar o ciclo de violência, por razões que incluem dependências financeira, emocional e psicológica, somadas ao próprio medo do agressor, entre outros motivos”, explicou.

Além de Waleska Alvarenga, participaram da apresentação a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana Regina da Costa, o delegado e chefe de Polícia, Heraldo Guerreiro, a delegada e subchefe da Polícia Civil, Patrícia Tolotti Rodrigues, o delegado e diretor do DPGV, Juliano Ferreira, e as delegadas Thais Dias, Cristiane Ramos e Marina Dillemburg.

Sete mulheres mortas em 2026

O cenário da violência de gênero no Estado segue preocupante. Desde o início de janeiro de 2026, ao menos sete feminicídios foram registrados no Rio Grande do Sul. Desses casos, cinco ocorreram entre o último domingo e a terça-feira, o que representa uma média de uma mulher morta a cada três dias neste início de ano, número que já supera os seis feminicídios contabilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) em todo o mês de dezembro do ano passado.

Somente neste mês, duas mulheres foram mortas em um intervalo inferior a 24 horas, ambas na zona sul de Porto Alegre. As vítimas foram esfaqueadas pelos respectivos ex-companheiros. Os outros registros ocorreram nos municípios de Muitos Capões, Sapucaia do Sul, Guaíba, Canguçu e Santa Rosa.

Também houve o assassinato de uma sétima mulher em Bento Gonçalves, porém, conforme a Polícia Civil, esse caso está sendo investigado como homicídio no contexto do tráfico de drogas, não sendo, até o momento, enquadrado como feminicídio.

A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima e que a solicitação de medidas protetivas é um passo essencial para interromper o ciclo de violência e preservar vidas.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Fonte: Correio do Povo

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