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Colheita de milho-verde avança no RS, mas preços recuam e comercialização enfrenta dificuldades

Colheita de milho-verde avança no RS, mas preços recuam e comercialização enfrenta dificuldades
14.01.2026 08h42  /  Postado por: villaadriano

A colheita de milho-verde segue avançando em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado recentemente pela Emater/RS-Ascar. O levantamento revela um cenário marcado por boa qualidade do produto nas lavouras, porém com variações significativas nos preços e no ritmo de comercialização, especialmente no período entre o Natal e o Ano Novo.

Na região administrativa de Lajeado, com destaque para o município de Bom Princípio, o milho-verde colhido apresenta padrão de qualidade considerado adequado pelos técnicos da Emater/RS-Ascar. As lavouras mostram boa formação de espigas, enchimento satisfatório dos grãos e coloração compatível com as exigências do mercado consumidor. Apesar desses indicadores positivos no campo, o escoamento da produção enfrenta entraves.

De acordo com o Informativo Conjuntural, houve redução na comercialização do milho-verde no período compreendido entre o Natal e o Ano Novo, o que impactou diretamente os preços pagos aos produtores. Atualmente, o valor praticado gira em torno de R$ 2,00 por espiga, montante inferior ao registrado no início do mês. A dificuldade de venda, mesmo diante da boa qualidade do produto, pode estar associada à limitação de canais logísticos e de comercialização voltados ao Litoral, que tradicionalmente concentra a maior demanda por milho-verde nessa época do ano.

Já no município de Cruzeiro do Sul, a cultura do milho-verde encontra-se em plena fase de colheita e comercialização, com lavouras distribuídas em diferentes estádios fenológicos. O Informativo Conjuntural aponta a presença de áreas em germinação, desenvolvimento vegetativo, floração, enchimento de grãos e colheita, o que demonstra um escalonamento da produção ao longo do período.

De forma geral, segundo a Emater/RS-Ascar, as plantas em Cruzeiro do Sul apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo adequado, sem registros de problemas significativos relacionados à incidência de pragas ou doenças. No entanto, o preço recebido pelo produtor na propriedade é consideravelmente inferior ao observado em outras regiões, ficando em torno de R$ 0,40 por espiga, o que acende um alerta quanto à rentabilidade da cultura.

O cenário descrito pelo Informativo Conjuntural evidencia que, apesar das boas condições agronômicas das lavouras de milho-verde no Estado, fatores externos, como logística, acesso a mercados e dinâmica de consumo sazonal, seguem exercendo forte influência sobre a comercialização e a formação de preços, impactando diretamente a renda dos produtores gaúchos.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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