Rodrigo Petter destaca a importância do caminhoneiro para a economia brasileira
Na tarde desta segunda-feira, 5 de janeiro, o jornalista Fernando Kopper realizou uma entrevista especial com o gerente de Transportes da Cooperativa Cotriel, Rodrigo Petter, em mais uma reportagem veiculada pela Rádio Planetário dentro da série de conteúdos voltados ao agronegócio. Desta vez, o foco foi direcionado a uma categoria fundamental para o funcionamento da cadeia produtiva: os caminhoneiros, profissionais responsáveis por garantir que o grão produzido no campo chegue aos armazéns, às indústrias e aos portos, movimentando a economia do país diariamente.
Durante a abertura da entrevista, Fernando Kopper contextualizou os ouvintes e internautas, lembrando que, nos últimos meses, a Rádio Planetário vem abordando diferentes áreas do agronegócio, como a produção de canola, soja, trigo e aveia, além de profissões ligadas ao setor, como a engenharia agronômica e o jornalismo rural. No entanto, segundo ele, não seria possível falar em agronegócio sem reconhecer o trabalho dos caminhoneiros, que fazem o elo entre a produção e o mercado consumidor, seja interno ou externo.
Rodrigo Petter, que possui ampla experiência na área de logística e transportes, explicou de forma detalhada como funciona o processo a partir do momento em que o produtor entrega o grão na cooperativa. Segundo ele, após a colheita, o produtor rural leva sua produção até os armazéns da Cotriel. A partir daí, quando o setor comercial efetiva as negociações, seja no modelo FOB ou CIF, inicia-se a etapa de transporte para indústrias ou para o Porto de Rio Grande, no caso de exportação. Esse deslocamento é feito tanto pela frota própria da cooperativa quanto por transportadores parceiros e caminhoneiros agregados.
O gerente destacou que a Cotriel conta atualmente com uma frota própria composta por 19 caminhões, considerados de linha pesada, capazes de atender a uma parte significativa da demanda. Além disso, há uma rede de parceiros transportadores da região, caminhoneiros autônomos e empresas terceirizadas, que ampliam a capacidade logística da cooperativa, garantindo o escoamento da produção em períodos de maior fluxo, especialmente durante a safra.
Sobre o volume de movimentação, Rodrigo explicou que não há um número fixo de caminhões por semana, pois tudo depende da época do ano e do ritmo de comercialização. Em momentos de pico, como no auge da safra, a cooperativa já chegou a operar com o carregamento de aproximadamente 100 caminhões por dia, considerando todas as unidades. Esse fluxo intenso reforça a importância de uma logística bem estruturada e de profissionais capacitados para evitar gargalos e atrasos.
Outro ponto abordado na entrevista foi a realidade enfrentada pelos caminhoneiros, especialmente na entressafra, quando muitos veículos acabam retornando vazios, o que encarece o frete e reduz a rentabilidade da atividade. Rodrigo também falou sobre a legislação do setor, como a tabela de frete e as normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ressaltando que, embora tenham ocorrido avanços, ainda existem pontos que precisam de ajustes para equilibrar os interesses de todos os envolvidos na cadeia logística.
A burocracia e a fiscalização constante também foram temas centrais da conversa. De acordo com o gerente de Transportes da Cotriel, hoje não há margem para improviso: caminhões, motoristas, cargas e documentos precisam estar rigorosamente em dia. Qualquer irregularidade impede a liberação da viagem e pode gerar prejuízos tanto para o transportador quanto para a cooperativa. Ele destacou que essa exigência, embora necessária para garantir segurança e legalidade, torna a profissão ainda mais desafiadora.
Ao falar sobre o aspecto humano da atividade, Rodrigo Petter ressaltou que o caminhoneiro lida diariamente com longas jornadas, muitas vezes noturnas, sono irregular e riscos constantes nas estradas. Por isso, deixou um recado direto aos profissionais da categoria: priorizar o descanso, respeitar os limites do corpo e não seguir viagem em caso de cansaço extremo. Segundo ele, atualmente a maior parte das cargas é agendada, o que permite melhor organização do tempo e mais segurança para o motorista.
A entrevista também abordou as condições das estradas da região. Embora reconheça que existem problemas pontuais, como buracos e dificuldades em acessos a unidades do interior em períodos de chuva, Rodrigo afirmou que, de forma geral, a região atendida pela Cotriel ainda permite uma logística relativamente tranquila, se comparada a outras áreas do país. Ele lembrou, no entanto, que o caminhão é uma máquina e está sujeito a falhas mecânicas, exigindo planejamento, manutenção constante e flexibilidade para reagendar cargas quando necessário.
Nas considerações finais, Rodrigo Petter agradeceu à Rádio Planetário pela oportunidade de dar visibilidade a um setor muitas vezes pouco percebido pela sociedade. Também destacou o apoio da direção da Cotriel, que investe em frota, manutenção e parcerias, mesmo diante dos altos custos envolvidos. Por fim, deixou um abraço especial a todos os caminhoneiros da cooperativa e da região, desejando proteção e segurança nas estradas.
Encerrando a reportagem, o jornalista Fernando Kopper reforçou que uma cooperativa não funciona sem uma logística eficiente e sem profissionais qualificados no transporte. Segundo ele, muitas pessoas acompanham o plantio, a colheita e a comercialização, mas desconhecem todo o caminho percorrido pelo grão até chegar ao destino final. A entrevista, portanto, cumpriu o papel de valorizar uma das profissões mais importantes do Brasil, responsável por levar, sobre rodas, o progresso e a economia do país.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper




