Réveillon no Rio tem 1.167 resgates de banhistas entre Leme e São Conrado; maioria em Copacabana
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro registrou 1.167 resgates de banhistas em um trecho do litoral da capital fluminense entre as 6h do dia 31 de dezembro de 2025 e as 19h do dia 1.º de janeiro de 2026. O levantamento considera as praias situadas entre Leme e São Conrado, com destaque para Copacabana, onde ocorreu a maior parte das ocorrências durante as celebrações do Réveillon.
Os números revelam que os salvamentos se intensificaram para além do momento da virada do ano. Entre as 6h de quarta-feira, 31 de dezembro, e as 6h de quinta-feira, 1.º de janeiro, foram contabilizados 547 resgates. Já no período seguinte, das 6h às 19h de quinta-feira, os bombeiros realizaram mais 620 salvamentos, elevando de forma significativa o total de atendimentos nas praias da capital.
Na quarta-feira, véspera do Réveillon, a Defesa Civil do Rio de Janeiro emitiu um alerta de ressaca para todo o litoral fluminense, orientando a população a não entrar no mar. O aviso foi enviado diretamente aos celulares dos moradores. A Marinha do Brasil também publicou alerta para a região, com previsão de ondas que poderiam atingir até 2,5 metros, condição que contribuiu para o aumento expressivo de ocorrências.
O volume de resgates durante a virada do ano chama ainda mais atenção quando comparado ao período anterior. Os 547 salvamentos registrados entre 31 de dezembro e 1.º de janeiro representam um aumento de 1.786% em relação ao Réveillon de 2024 para 2025, quando haviam sido contabilizadas apenas 29 ocorrências no mesmo intervalo.
Além da capital, outras praias do estado também registraram grande número de salvamentos durante o Réveillon. Ao todo, foram 277 resgates em diferentes municípios, com destaque para Mambucaba, na Costa Verde, onde ocorreram 157 atendimentos. Na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, foram registrados 18 episódios, enquanto em Itaipu, em Niterói, houve 16 salvamentos.
Adolescente segue desaparecido em Copacabana
Um dos casos mais graves registrados no período envolve um adolescente de 14 anos, que desapareceu no mar na altura do Posto 2 de Copacabana, na manhã de quarta-feira, 31 de dezembro. Até esta sexta-feira, 2 de janeiro, o jovem segue desaparecido.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas continuam de forma ininterrupta, com o uso de drones, aeronave, motos aquáticas, embarcações infláveis e equipes de mergulho, além de varreduras na faixa de areia e no mar.
“O Corpo de Bombeiros mantém o reforço operacional mobilizado e permanece atuando até a localização da vítima”, informou a corporação em nota oficial.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo




