Semeadura da soja no Rio Grande do Sul atinge 89% da área e se aproxima da conclusão
A semeadura da soja no Rio Grande do Sul foi retomada de forma generalizada e está próxima da conclusão na maior parte do Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (18), 89% da área projetada já foi plantada, com predominância de lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo.
Segundo o levantamento, as chuvas registradas na primeira quinzena de dezembro foram determinantes para a recomposição da umidade do solo, permitindo a retomada dos trabalhos de plantio após um período de duas a três semanas de estiagem. Além disso, as precipitações contribuíram para a recuperação fisiológica das lavouras implantadas nos meses de outubro e novembro, que apresentavam sintomas de estresse hídrico.
Apesar da melhora nas condições hídricas, a Emater/RS-Ascar aponta a ocorrência de problemas pontuais no estabelecimento das lavouras, especialmente em áreas com preparo convencional do solo. Nessas regiões, o selamento superficial, a formação de crostas e processos erosivos, associados a volumes elevados e concentrados de chuva, comprometeram a emergência das plantas. Em contrapartida, áreas conduzidas sob sistema de plantio direto, com adequada cobertura de palhada, apresentaram emergência mais uniforme e menor necessidade de replantio.
As lavouras semeadas dentro da janela preferencial demonstram estande adequado e bom vigor inicial. Já os plantios realizados de forma mais tardia exigem maior atenção dos produtores, principalmente no acompanhamento da emergência das plântulas e do desenvolvimento inicial. Conforme a Emater/RS-Ascar, o cenário atual é considerado favorável, porém a manutenção do potencial produtivo dependerá da regularização das precipitações, diante da elevada demanda hídrica imposta pelas altas temperaturas e pela intensa evapotranspiração.
O escalonamento do plantio, provocado pelo intervalo de cerca de três semanas sem chuvas, é avaliado como um fator de redução de riscos produtivos, especialmente frente à possibilidade de ocorrência de estiagens associadas ao fenômeno La Niña. Até o momento, a pressão de doenças permanece baixa, com destaque para a ferrugem-asiática, que não apresenta incidência relevante nas lavouras monitoradas.
Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares de soja no Rio Grande do Sul, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare, reforçando a importância da continuidade das condições climáticas favoráveis para a consolidação do desempenho esperado da cultura no Estado.




