IFRS Ibirubá conquista segundo lugar em hackathon de saúde no Tecnosinos, em São Leopoldo
Na manhã desta sexta-feira, 19 de dezembro, o jornalista Fernando Kopper recebeu nos estúdios da Rádio Planetário os estudantes do curso de Ciências da Computação do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Ibirubá, Guilherme Costa e Emanuel Casasolla Borges. A participação dos universitários no programa teve como pauta principal a conquista do segundo lugar em um hackathon de saúde realizado no Tecnosinos, em São Leopoldo, além da discussão sobre tecnologia, inteligência artificial e o futuro da área da computação. O encontro também contou com a presença do jovem Micael Rodrigues, que, inspirado pelos colegas, avalia o ingresso em cursos universitários.
Os estudantes fazem parte de uma equipe formada ainda por Leonardo Barbosa, Gabriel Ramires Berle e João Pedro Scheffler, todos alunos do IFRS Campus Ibirubá. O grupo participou do hackathon promovido no Tecnosinos, um dos principais polos de inovação e tecnologia do Rio Grande do Sul, que reuniu equipes de diferentes instituições para o desenvolvimento de soluções voltadas a problemas reais das áreas de saúde e segurança do trabalho.
Durante dois dias intensos de atividades, o evento contou com palestras técnicas, apresentação de ideias, mentorias especializadas e, ao final, a exposição dos projetos desenvolvidos para uma banca avaliadora. A equipe do IFRS se destacou ao apresentar um protótipo funcional baseado em inteligência artificial, voltado à redução de acidentes de trabalho, conquistando o segundo lugar geral da competição.
Em entrevista à Rádio Planetário, Guilherme Costa explicou que o curso de Ciências da Computação do IFRS Campus Ibirubá tem duração média de quatro anos e meio, distribuídos em nove semestres, e oferece uma formação ampla, que permite aos alunos atuarem em diversas áreas da tecnologia. Segundo ele, a participação no hackathon surgiu a partir do próprio ambiente acadêmico, que incentiva os estudantes a buscarem desafios e experiências práticas fora da sala de aula. “Foi uma oportunidade de levar o nome de Ibirubá e de toda a região para um evento de grande importância, em um polo tecnológico reconhecido em todo o Estado”, destacou.
Já Emanuel Casasolla Borges, que atualmente atua como programador na Cooperativa Cotriel, em Espumoso, detalhou como nasceu a ideia do projeto apresentado no hackathon. Ele explicou que, durante as palestras iniciais do evento, a temática da segurança no trabalho chamou a atenção do grupo, especialmente diante dos altos índices de acidentes registrados em diferentes setores. A partir disso, a equipe decidiu desenvolver uma solução utilizando câmeras e inteligência artificial para identificar, em tempo real, trabalhadores que estivessem sem os equipamentos de proteção individual.
O protótipo criado pelos estudantes é capaz de reconhecer objetos como capacetes, óculos de proteção e outros EPIs, gerando alertas automáticos sempre que o sistema identifica a ausência desses itens. Conforme Emanuel, mesmo com recursos limitados durante o evento, foi possível utilizar câmeras de celulares e notebooks para demonstrar o funcionamento da tecnologia. “Em dois dias conseguimos entregar algo funcional, com alertas sendo enviados para supervisores ou equipes de segurança do trabalho. Isso foi um grande diferencial”, ressaltou.
Os estudantes também destacaram o papel fundamental da inteligência artificial no desenvolvimento rápido do projeto. Segundo eles, ferramentas baseadas em IA auxiliaram tanto na programação quanto na organização das ideias, permitindo que um protótipo que antes levaria meses fosse desenvolvido em poucas horas. Apesar disso, os acadêmicos reforçaram que o conhecimento técnico, o estudo constante e a compreensão dos algoritmos continuam sendo essenciais na formação do profissional da área.
Durante a conversa, o debate se estendeu para o futuro da inteligência artificial, suas aplicações em diferentes setores, como indústria, agricultura, saúde, entretenimento e serviços, e os desafios éticos envolvidos no uso da tecnologia. Os estudantes avaliaram que a tendência é de crescimento contínuo da IA como ferramenta de apoio, mas ressaltaram a importância de utilizá-la de forma responsável, sem substituir completamente o pensamento crítico e o conhecimento humano.
O jovem Micael Rodrigues, que acompanhou a entrevista, compartilhou sua visão como alguém que ainda está escolhendo a área de atuação profissional. Interessado em engenharia civil, ele destacou como a tecnologia e a inteligência artificial estão cada vez mais presentes em todas as áreas, influenciando desde a criação de projetos até a resolução de problemas complexos do cotidiano.
Ao final do programa, Guilherme Costa e Emanuel Casasolla deixaram um recado aos ouvintes que pensam em ingressar no curso de Ciências da Computação. Ambos enfatizaram que se trata de uma área promissora, com amplo mercado de trabalho, mas que exige dedicação, estudo contínuo e atualização constante, já que novas tecnologias surgem a todo momento.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper




