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Chuvas estabilizam milho para silagem no Rio Grande do Sul, mas safra ainda depende de regularização hídrica

Chuvas estabilizam milho para silagem no Rio Grande do Sul, mas safra ainda depende de regularização hídrica
19.12.2025 07h37  /  Postado por: villaadriano

A situação da cultura do milho para silagem no Rio Grande do Sul apresentou um quadro de estabilização após as chuvas registradas recentemente, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira, 18, pela Emater/RS-Ascar. Segundo a entidade, a recomposição da umidade no solo ocorreu de forma parcial, o que mantém a necessidade de novas precipitações para a confirmação do potencial produtivo da safra em todo o Estado.

De acordo com o boletim técnico, embora as chuvas tenham contribuído para reduzir os efeitos do estresse hídrico em parte das lavouras, a recuperação ainda não é considerada suficiente para assegurar plenamente o desempenho das áreas cultivadas. As lavouras implantadas mais cedo já iniciaram o processo de colheita, especialmente nas regiões onde o desenvolvimento ocorreu de forma mais acelerada.

A estimativa da Emater/RS-Ascar indica que a área destinada ao milho para silagem no Rio Grande do Sul deve alcançar 366.067 hectares. A produtividade média projetada é de 38.338 quilos por hectare, número que ainda pode sofrer variações conforme a regularidade das chuvas nas próximas semanas. “A recuperação da umidade no solo ainda não foi suficiente para assegurar plenamente o desempenho das lavouras”, destaca o informativo da instituição.

Na região administrativa de Erechim, vinculada à Emater/RS-Ascar, o plantio do milho para silagem já foi concluído em toda a área prevista. O levantamento regional aponta que 5% das lavouras encontram-se em fase vegetativa, enquanto a ampla maioria, cerca de 95%, está em estágio de início de pendoamento e espigamento, fases consideradas decisivas para a definição da produtividade.

Ainda conforme a Emater/RS-Ascar, produtores da região têm adotado estratégias para reduzir custos e melhorar a sustentabilidade das lavouras, com destaque para a intensificação do uso de adubação orgânica. A prática tem permitido diminuir a aplicação de insumos químicos, mantendo o desenvolvimento das plantas e buscando preservar o potencial produtivo diante das condições climáticas ainda irregulares.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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