Chuvas estabilizam milho para silagem no Rio Grande do Sul, mas safra ainda depende de regularização hídrica
A situação da cultura do milho para silagem no Rio Grande do Sul apresentou um quadro de estabilização após as chuvas registradas recentemente, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira, 18, pela Emater/RS-Ascar. Segundo a entidade, a recomposição da umidade no solo ocorreu de forma parcial, o que mantém a necessidade de novas precipitações para a confirmação do potencial produtivo da safra em todo o Estado.
De acordo com o boletim técnico, embora as chuvas tenham contribuído para reduzir os efeitos do estresse hídrico em parte das lavouras, a recuperação ainda não é considerada suficiente para assegurar plenamente o desempenho das áreas cultivadas. As lavouras implantadas mais cedo já iniciaram o processo de colheita, especialmente nas regiões onde o desenvolvimento ocorreu de forma mais acelerada.
A estimativa da Emater/RS-Ascar indica que a área destinada ao milho para silagem no Rio Grande do Sul deve alcançar 366.067 hectares. A produtividade média projetada é de 38.338 quilos por hectare, número que ainda pode sofrer variações conforme a regularidade das chuvas nas próximas semanas. “A recuperação da umidade no solo ainda não foi suficiente para assegurar plenamente o desempenho das lavouras”, destaca o informativo da instituição.
Na região administrativa de Erechim, vinculada à Emater/RS-Ascar, o plantio do milho para silagem já foi concluído em toda a área prevista. O levantamento regional aponta que 5% das lavouras encontram-se em fase vegetativa, enquanto a ampla maioria, cerca de 95%, está em estágio de início de pendoamento e espigamento, fases consideradas decisivas para a definição da produtividade.
Ainda conforme a Emater/RS-Ascar, produtores da região têm adotado estratégias para reduzir custos e melhorar a sustentabilidade das lavouras, com destaque para a intensificação do uso de adubação orgânica. A prática tem permitido diminuir a aplicação de insumos químicos, mantendo o desenvolvimento das plantas e buscando preservar o potencial produtivo diante das condições climáticas ainda irregulares.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper




