Correios entram em greve por tempo indeterminado no RS e diversos estados após impasse em negociações
Os trabalhadores dos Correios no Rio Grande do Sul iniciaram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada durante assembleia geral realizada na sede do CPERS/Sindicato, em Porto Alegre, na noite de terça-feira. A paralisação ocorre em meio às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026, que seguem sem avanço desde a data-base da categoria, em agosto.
Uma reunião realizada na tarde de quinta-feira, envolveu representantes do sindicato e de diversas entidades no Sindicato dos Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS). No encontro, foi criticada a ausência de uma nova proposta por parte da direção da estatal. O objetivo da paralisação, segundo o sindicato, é pressionar por mudanças nas negociações, que foram levadas ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não resultaram em acordo.
Entre as principais reivindicações estão reposição salarial acima da inflação, manutenção de benefícios históricos, garantia de condições de saúde e segurança no trabalho e preservação do serviço postal público.
Uma audiência de conciliação no TST ocorreu no início da semana, mas terminou sem consenso. O sindicato rejeitou a proposta apresentada pelos Correios, que previa manutenção do acordo atual, sem aumento real ou ticket extra. A categoria também se posicionou contra mudanças sugeridas em cláusulas do plano de saúde.
Segundo Nunes, o atendimento nas agências segue aberto, mas com impacto na operação. “Há agências em Porto Alegre onde todos os trabalhadores aderiram, mas o gerente abriu o atendimento sozinho. Não chega a fechar, mas afeta o ritmo de trabalho”, explicou.
Para os próximos dias, o sindicato prevê mobilizações regionais e ações diante das unidades, além da possibilidade de novos atos em Porto Alegre na próxima semana. O comando de greve estima adesão de 78% entre os trabalhadores da distribuição no Estado, com cidades como Novo Hamburgo registrando até 95% de paralisação.
A greve pode refletir nas entregas de fim de ano. Nunes cita um problema operacional recente envolvendo mudança de sistema interno. “Existe um atraso decorrente de um erro operacional da empresa, que estava em fase de recuperação quando a greve começou. Agora deve haver um novo impacto, ainda mais se o fluxo aumentar neste período”, afirmou.




