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Rafael Schneider, da C.Vale, analisa manejo da soja e projeta produtividade da safra no Rumo ao Campo

Rafael Schneider, da C.Vale, analisa manejo da soja e projeta produtividade da safra no Rumo ao Campo
13.12.2025 10h36  /  Postado por: villaadriano

Na manhã deste sábado, 13 de dezembro, o programa Rumo ao Campo, veiculado pela Rádio Planetário, promoveu uma entrevista técnica e aprofundada sobre a cultura da soja, reunindo nos estúdios o jornalista Fernando Kopper, o âncora e repórter Rodrigo Oliveira e o engenheiro agrônomo Rafael Schneider, da C.Vale, unidade de Tapera. A conversa teve como foco principal o atual estágio das lavouras, os desafios enfrentados pelos produtores, o manejo adequado e as perspectivas de produtividade para a safra em andamento na região.

Logo na abertura, Rodrigo Oliveira destacou a presença de Fernando Kopper no estúdio e apresentou Rafael Schneider, lembrando que o agrônomo já havia concedido entrevistas anteriormente à emissora, ainda no início de sua trajetória na cooperativa. Natural do município de Selbach e residente em Santa Terezinha, Rafael atua há cerca de nove meses na C.Vale de Tapera e ressaltou a importância do espaço concedido pelo programa para levar informações técnicas e atualizadas aos produtores e associados.

Durante a entrevista, Rafael Schneider contextualizou o momento da soja no Rio Grande do Sul, destacando que o produtor vem de uma sequência de anos extremamente desafiadores, marcados por estiagens recorrentes. Segundo ele, apesar de o produtor ter feito sua parte, investindo em fertilidade do solo, plantas de cobertura e tecnologia, o fator climático segue sendo decisivo. A boa notícia, conforme ressaltado, foi o retorno das chuvas na última semana, que trouxe alívio às lavouras, além da confirmação de que o fenômeno La Niña começa a perder força, reduzindo o risco de estiagens severas nos próximos meses.

Ao abordar o andamento da semeadura, o agrônomo explicou que os trabalhos iniciaram no fim de outubro, período em que as condições climáticas eram favoráveis, com boas precipitações. No entanto, a estiagem registrada nos últimos 20 dias provocou uma desaceleração pontual na implantação das lavouras, já que o produtor passou a agir com maior cautela diante do alto custo das sementes e da tecnologia embarcada. Ainda assim, Rafael informou que entre 90% e 95% das áreas de soja já foram semeadas na região, com estandes bem estabelecidos e desenvolvimento inicial considerado positivo.

Outro ponto central da entrevista foi o manejo das lavouras neste momento do ciclo. Rafael detalhou que as áreas semeadas no fim de outubro e início de novembro já entram em uma fase importante de manejo, envolvendo dessecações para controle de plantas daninhas, especialmente folhas estreitas, além das primeiras aplicações de fungicidas, conhecidas como V0, realizadas antes da emissão da primeira folha verdadeira. Esse manejo inicial, segundo ele, é fundamental para garantir sanidade da lavoura e evitar perdas futuras.

No que diz respeito às pragas, o agrônomo afirmou que os níveis observados até o momento estão dentro do esperado para esta fase inicial, com ocorrência de insetos como tripes, ácaros e vaquinhas. No entanto, alertou que as altas temperaturas favorecem a rápida reprodução dessas pragas, tornando essencial o controle precoce. A recomendação da C.Vale é que o produtor aproveite as operações de controle de plantas daninhas para também realizar o manejo de pragas e doenças, evitando o aumento populacional e impactos diretos na produtividade.

A questão das doenças recebeu atenção especial ao longo da entrevista. Rafael reforçou que o manejo atual da soja é baseado em controle preventivo, principalmente diante da possibilidade de maior pressão de doenças foliares nos meses de janeiro e fevereiro, período em que a previsão indica maior volume de chuvas e umidade. Ele destacou a ferrugem asiática como o principal risco, lembrando que, em situações de alta pressão, as perdas podem chegar a 60% ou até 70% da produtividade, além de outras doenças importantes, como o oídio e as manchas foliares, que também comprometem o rendimento das lavouras.

Sobre produtividade, Rafael Schneider destacou que a região é privilegiada do ponto de vista edafoclimático, com solos férteis, boa presença de argila e elevada capacidade de retenção de umidade, fatores que contribuem para a estabilidade das lavouras mesmo em períodos de menor chuva. Com base nessas condições e no nível de investimento dos produtores, a expectativa é de produtividades variando entre 60 e 80 sacas por hectare, com uma média estimada em torno de 70 sacas, dependendo do comportamento climático nos próximos meses, considerados decisivos para a definição do rendimento final.

Ao longo da conversa, Fernando Kopper ressaltou a importância do trabalho de proximidade desenvolvido pela C.Vale junto aos produtores, especialmente em um cenário de mudanças climáticas intensas no Rio Grande do Sul. Rafael corroborou a avaliação, afirmando que as dificuldades enfrentadas pelo produtor rural são cada vez mais complexas e variáveis, exigindo acompanhamento técnico constante. Ele citou serviços oferecidos pela cooperativa, como agricultura de precisão, mapeamento da compactação do solo, análise de nematoides e recomendações específicas de manejo, que auxiliam na tomada de decisão e na redução de custos ao longo do tempo.

Outro tema abordado foi o manejo do solo, com ênfase no uso de plantas de cobertura. Rafael explicou que a diversificação de raízes, a manutenção de palhada e a redução da temperatura do solo são estratégias fundamentais para melhorar a infiltração de água, favorecer o desenvolvimento radicular e aumentar a resiliência das lavouras diante das estiagens frequentes. Segundo ele, os produtores vêm adotando essas práticas de forma mais consistente nos últimos anos, o que tem contribuído para a sustentabilidade do sistema produtivo.

Ao fazer um balanço das atividades da C.Vale em 2025, o agrônomo destacou que a cooperativa mantém uma área de atuação ampla, atendendo municípios como Tapera, Lagoa dos Três Cantos, Ibirapuitã, Alto Alegre e parte da região de Ibirubá. Para os próximos anos, a expectativa é de ampliar ainda mais o uso de tecnologias, especialmente no diagnóstico de solo e no manejo localizado, permitindo maior eficiência produtiva e melhor retorno econômico ao produtor.

Nas considerações finais, Rafael Schneider agradeceu o espaço concedido pela Rádio Planetário e reforçou a solidez da C-Vale, hoje a segunda maior cooperativa do Brasil, com mais de 15 mil funcionários e cerca de 30 mil associados, atuando em diversos estados brasileiros e também no Paraguai. Ele destacou a segurança oferecida ao produtor, especialmente na comercialização de grãos, com pagamento rápido e confiável, e convidou aqueles que ainda não conhecem a unidade de Tapera a visitarem a cooperativa para trocar informações e conhecer de perto os serviços disponíveis.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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