Sobe para 12 o número de cidades atingidas pelo temporal no RS
O número de municípios atingidos pelo temporal entre a segunda e a terça-feira subiu para 12, conforme atualização da Defesa Civil do Rio Grande do Sul. A instabilidade está associada ao ciclone extratropical que ingressou no estado, elevando o risco de ventos destrutivos, chuva volumosa e rápida queda da pressão atmosférica.
Flores da Cunha, na Serra, foi uma das cidades mais castigadas. O prefeito Cesar Ulian informou que cerca de 60 residências sofreram danos, principalmente destelhamentos provocados pela força do vento. A localidade de Alfredo Chaves foi a mais afetada, com prejuízos também na igreja da comunidade, na UBS, em uma escola e em estabelecimentos comerciais. Equipes municipais permanecem em campo realizando o levantamento completo dos danos e oferecendo suporte às famílias.
A vizinha Nova Pádua enfrentou falta de luz e internet, além de destelhamentos em aproximadamente dez residências e danos em aviários. Árvores caíram em vias públicas, interrompendo o trânsito em alguns trechos, e houve perdas significativas na agricultura. Conforme a prefeitura, Travessão Divisa e Paredes, no interior, foram os locais com maior impacto.
A pressão atmosférica segue em forte queda, característica típica da atuação de ciclones profundos. O sistema avança em direção ao Leste e deve, ao final da terça-feira, posicionar seu centro muito próximo da Lagoa dos Patos, elevando ainda mais o risco de ventos intensos na Região Metropolitana e no entorno da lagoa.
Situação nos municípios atingidos
- A Defesa Civil atualizou o cenário nas cidades afetadas. Veja o panorama:
- Antônio Prado – Quatro residências tiveram telhados danificados e houve queda de árvores. Bombeiros voluntários distribuíram lonas e realizaram cortes.
- Barão – Todo o município ficou sem energia elétrica. Um incêndio em uma residência ocorreu após reativação da rede; uma família precisou ser realocada.
- Estrela – Telhado de um galpão atingiu a rede elétrica da Linha São Jacó Bainha. Defesa Civil acionou equipe técnica da concessionária.
- Farroupilha – Uma residência teve o telhado arrancado, deixando uma família desalojada. Queda de árvores provocou falta de energia em três bairros.
- Flores da Cunha – Danos em 43 residências segundo a Defesa Civil, e cerca de 60 conforme a prefeitura. Prejuízos também em igreja, UBS, escola e comércios de Alfredo Chaves.
- Gentil – Quatro casas danificadas e árvores caídas. Defesa Civil distribui lonas e máquinas trabalham na remoção de materiais.
- Lajeado – Danos em um prédio no bairro Florestal; equipes seguem vistoriando outras áreas.
- Nova Pádua – Três residências danificadas, quedas de árvores e falta de energia. Quatro pessoas foram alojadas na casa de familiares.
- Pinto Bandeira – Duas casas destelhadas e entrega de lonas pela Defesa Civil.
- São Vendelino – Queda de árvores, obstrução de vias e falta de energia. Equipes atuam na liberação dos acessos.
- Taquari – Árvore caiu sobre uma residência. Após o corte, foi instalada lona de proteção.
- Teutônia – Três residências danificadas e queda de árvores. Uma pessoa precisou ser alojada em casa de familiares.
Com previsão de acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros e rajadas superiores a 100 km/h, o estado permanece em alerta máximo. A instabilidade ainda deve influenciar o tempo na quarta-feira, com o ciclone próximo à costa, e, apesar de se deslocar para alto-mar na quinta, seguirá provocando ventos fortes no Litoral Norte e no extremo Nordeste do estado.
Equipes municipais, estaduais e voluntários continuam mobilizados para atender ocorrências, distribuir lonas, liberar vias e apoiar famílias afetadas. O cenário requer atenção redobrada da população, especialmente nas regiões mais vulneráveis aos efeitos do vento e da chuva volumosa.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Foto: Prefeitura de Flores da Cunha




