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MP investiga desvio de doações enviadas dos EUA para vítimas das enchentes no RS

MP investiga desvio de doações enviadas dos EUA para vítimas das enchentes no RS
04.12.2025 09h17  /  Postado por: villaadriano

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), desencadeou nesta quinta-feira a Operação Ascaris para apurar o desvio de doações enviadas dos Estados Unidos e destinadas às famílias atingidas pela enchente que assolou o estado no ano passado. A ofensiva resultou no cumprimento de oito mandados de busca em Caxias do Sul, São Marcos e Boa Vista do Sul, além do bloqueio judicial de mais de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos suspeitos.

Conduzida pelo promotor Manoel Figueiredo Antunes, coordenador do 5º Núcleo Regional do GAECO – Serra, a operação contou com apoio do Núcleo de Inteligência do Ministério Público (NIMP) e da Brigada Militar. De acordo com as investigações, uma ONG recebeu roupas e utensílios destinados às famílias desabrigadas, mas os itens foram desviados e comercializados em brechós, gerando lucro ilícito. Há indícios de que o esquema envolvia o uso de laranjas, movimentações via Pix em nome de terceiros e a aquisição de veículos, um apartamento e outros bens com o dinheiro obtido. Oito pessoas são investigadas, entre elas três integrantes de uma mesma família.

A apuração começou após uma denúncia feita pelo Consulado-Geral do Brasil em Miami, que alertou a Defesa Civil sobre a venda de peças importadas que deveriam ter sido entregues às vítimas das enchentes. Conforme o promotor Manoel Antunes, um dos principais objetivos agora é identificar o volume total de recursos movimentados pelo grupo. “Os investigados se aproveitaram da dor das pessoas para obter vantagem patrimonial. Inclusive, divulgavam ações solidárias em suas redes sociais durante as enchentes, e um deles chegou a ser reconhecido publicamente por isso”, afirmou.

Os suspeitos deverão responder por apropriação indébita, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes agravados pelo contexto de calamidade pública. O coordenador estadual do GAECO, promotor André Dal Molin, destacou a cooperação entre as instituições envolvidas. “A Operação Ascaris, que sempre teve interlocução direta com a Defesa Civil do Estado, busca responsabilizar os envolvidos e garantir que os recursos e bens desviados sejam recuperados”, ressaltou.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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