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Entrevista com o Corpo de Bombeiros de Tapera destaca riscos, fiscalização e aumento de ocorrências no verão

Entrevista com o Corpo de Bombeiros de Tapera destaca riscos, fiscalização e aumento de ocorrências no verão
03.12.2025 09h40  /  Postado por: villaadriano

Na manhã desta quarta-feira, 03 de dezembro, o programa Giro da Notícia recebeu nos estúdios da Rádio Planetário o comandante do Corpo de Bombeiros Militares de Tapera, 1° sargento Juliano de Morais. A conversa conduzida pelo comunicador Rodrigo Oliveira, com participação do repórter Fernando Kopper, resultou em uma entrevista extensa, detalhada e repleta de orientações fundamentais para a comunidade regional, especialmente neste período de calor, onde aumentam as ocorrências e os riscos associados ao verão.

Ao longo da entrevista, o sargento Juliano trouxe dados, relatou situações recentes atendidas pela corporação e reforçou cuidados essenciais em temas como incêndios veiculares, fiscalização de casas noturnas, enxames de abelhas, acidentes em rodovias, incêndios em lavouras, afogamentos e a importância do fator humano na prevenção de tragédias.

Logo no início, o comandante comentou sobre as ocorrências de incêndios veiculares registradas nas últimas semanas. Segundo ele, a corporação de Tapera atendeu recentemente três ou quatro sinistros envolvendo tombamentos de carretas, colisões entre carros e caminhões e até incêndios em veículos de carga, como o caso de um caminhão carregado com bebidas que acabou pegando fogo. O sargento destacou que esse tipo de atendimento exige mobilização total da guarnição, com deslocamento de dois caminhões de combate, unidade de resgate e apoio integrado das equipes do SAMU e das secretarias municipais de saúde.

Juliano também citou o acidente ocorrido no trevo de Mormaço, na BR-386, onde um caminhão de botijões de gás explodiu em chamas impressionantes, alcançando até 30 metros de altura. Apesar de a ocorrência ter sido atendida pelo Corpo de Bombeiros de Soledade, o comandante explicou os protocolos técnicos para esse tipo de sinistro, destacando o uso de espuma especial – o Líquido Gerador de Espuma (LGE) – essencial para extinguir incêndios envolvendo combustíveis inflamáveis, substituindo completamente o uso de água nesses casos.

A partir desse tema, o comandante reforçou a importância de empresas e estabelecimentos manterem seus extintores adequados e em dia, lembrando que muitos cidadãos ainda não conhecem os diferentes tipos de extintores e suas finalidades. Ele ressaltou que o extintor de pó químico é o indicado para incêndios em instalações elétricas, já que a água, por ser condutora, pode agravar o cenário. Ao cortar a energia do local, outros tipos de extintores podem ser utilizados, mas sempre com conhecimento prévio.

O assunto então evoluiu para a fiscalização de casas noturnas, um ponto sensível, especialmente após a tragédia da Boate Kiss, que completará 12 anos desde o ocorrido em Santa Maria. O comandante ressaltou que, após o episódio, a legislação ficou mais rigorosa e exige alvarás atualizados, projetos de prevenção, rotas de fuga adequadas, manutenção constante de equipamentos e acompanhamento técnico de engenheiros responsáveis. Segundo ele, muitas irregularidades ainda ocorrem em festas improvisadas, raves clandestinas e eventos sazonais que sequer procuram o Corpo de Bombeiros para solicitar autorização.

Juliano destacou que a corporação realiza fiscalizações ordinárias e extraordinárias, e que proprietários podem ser advertidos, multados ou até interditados, dependendo da gravidade da irregularidade encontrada. Ele reforçou que, em eventos temporários, como circos e grandes shows, é obrigatório solicitar liberação prévia, citando inclusive o caso recente no município de Estação, onde fogos de artifício mal instalados acabaram explodindo no meio do público, deixando feridos. Segundo o comandante, a prefeitura local não havia solicitado autorização para o show pirotécnico, e os próprios organizadores montaram o equipamento sem conhecimento técnico.

Outro tema de grande preocupação abordado durante a entrevista foi o aumento dos afogamentos nesta época do ano. O sargento apresentou dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), apontando que 15 pessoas morrem afogadas diariamente no Brasil, sendo até cinco crianças. A faixa etária mais atingida é a de jovens até 30 anos, especialmente do sexo masculino. Na área de abrangência do Corpo de Bombeiros de Tapera existem 18 áreas de banho, como balneários, clubes e alagados — muitos deles sem alvará de funcionamento e, pior, sem a presença de guarda-vidas treinados.

Ele informou que grande parte das fatalidades ocorre em locais não supervisionados, e reforçou orientações básicas: evitar ingestão de álcool antes de entrar na água, respeitar limites pessoais mesmo sabendo nadar, usar boias certificadas e manter vigilância permanente sobre crianças. O comandante alertou ainda para riscos escondidos, como galhos submersos, buracos profundos e águas turvas, lembrando de casos recentes como o afogamento de adolescentes na pedreira da região e em clubes de cidades vizinhas.

Durante a conversa, o comandante também destacou que o Corpo de Bombeiros está disponível para oferecer instruções à comunidade, como treinamento de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), manobras de desobstrução de vias aéreas e orientações de prevenção em ambientes aquáticos.

A entrevista seguiu trazendo relatos técnicos e análises sobre incêndios em lavouras, aumento de incidentes causados por bitucas de cigarro jogadas nas estradas, manejo de insetos como abelhas e vespas, além da necessidade de conscientização contínua por parte da população.

Com informações detalhadas, linguagem acessível e exemplos reais, o sargento Juliano de Morais destacou a importância da prevenção e do trabalho integrado entre a comunidade e o Corpo de Bombeiros. A presença do comandante nos estúdios da Rádio Planetário reforçou o compromisso da corporação com a segurança pública e a orientação da população, sobretudo diante da temporada de maior risco no ano.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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