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Cotrisoja promove em Tapera encontro técnico sobre a cultura da canola e reúne produtores da região

Cotrisoja promove em Tapera encontro técnico sobre a cultura da canola e reúne produtores da região
03.12.2025 07h30  /  Postado por: villaadriano

Nesta terça-feira, 2 de dezembro, a Associação de Funcionários da Cotrisoja (AFUCO), em Tapera, recebeu um encontro técnico de grande relevância para o setor agrícola regional. A atividade integrou o ciclo de capacitações promovido pela cooperativa e teve como destaque a palestra “Canola 360 – Conhecimento do plantio à colheita”, conduzida pelo pesquisador Tiago Hörbe, da Rede Técnica Cooperativa (RTC). A Rádio Planetário acompanhou o evento com cobertura especial do jornalista Fernando Kopper, que também entrevistou o vice-presidente e diretor comercial da Cotrisoja, Adriano Borghetti.

Logo ao iniciar a conversa, Borghetti ressaltou a importância crescente da canola no cenário produtivo do Rio Grande do Sul. Segundo ele, a cultura deixou de ocupar papel secundário entre os grãos de inverno e, nos últimos anos, ganhou força devido à combinação de preço, liquidez de mercado, avanço dos híbridos e melhor adaptação dos produtores às técnicas de manejo. “A demanda da canola cresceu, as variedades ficaram mais resistentes, a produtividade aumentou e o produtor começou a enxergar uma rentabilidade diferenciada,” afirmou.

O dirigente lembrou que, em 2025, a área estimada de cultivo da canola no estado alcançou cerca de 200 mil hectares, e que há previsão de que essa marca possa dobrar na próxima temporada, impulsionada pela competitividade do grão — que neste ano chegou a valer R$ 130 a saca, acima da soja, cotada a R$ 125. Ele reforçou que a Cotrisoja acompanha essa evolução há muitos anos e vem incentivando o produtor a considerar a cultura dentro do planejamento anual. “Sempre deixamos essa alternativa à disposição do cooperado. Algumas regiões aderiram mais, outras menos, mas a cultura se mostrou resistente e rentável, especialmente em 2025”, destacou.

Borghetti também explicou que a decisão da cooperativa de realizar o evento se deu pela necessidade de compartilhar conhecimento técnico qualificado com o quadro social. Por isso, a presença do pesquisador Tiago Hörbe foi considerada estratégica. “Queremos dividir informações atualizadas com os nossos produtores. Muitos nunca plantaram canola e precisam conhecer detalhes, técnicas e cuidados para fazer a implantação da melhor forma possível, gerando maior valor agregado dentro da propriedade.”

O encontro desta manhã reuniu agricultores das unidades de Tapera, Lagoa dos Três Cantos, Selbach, Floresta e Victor Graeff. À tarde, a agenda continuaria em Ibirubá, contemplando produtores de Ibirubá, Quinze de Novembro e Jóia. Além da troca de conhecimento, a cooperativa aproveitou a oportunidade para apresentar opções de negócios de troca já voltados para o planejamento da safra de inverno de 2026.

Durante a entrevista, Borghetti também fez um amplo balanço do ano agrícola de 2025, marcado mais uma vez pelos desafios climáticos. Embora a confirmação de uma La Niña de baixa intensidade tenha amenizado parte das preocupações, o dirigente lembrou que o setor enfrentou custos elevados, insumos caros, juros altos e quatro anos seguidos de estiagens que afetaram fortemente a produção. “Foi um ciclo longo e pesado. Os custos apertaram e o produtor sentiu na pele. Mas seguimos juntos, orientando, planejando e buscando alternativas para minimizar os impactos”, ressaltou.

Ao comentar sobre a atual situação das lavouras de milho e a sensação de contraste entre diferentes regiões, Borghetti reconheceu que Tapera e arredores ainda apresentam um cenário relativamente melhor em relação a outras localidades do estado. Mesmo assim, a falta de chuva registrada nos últimos dias preocupa. “O milho estava muito bem conduzido, mas precisava da chuva prevista para este fim de semana. A planta entra agora em fases críticas e sente muito rápido. Temos que torcer para que as próximas precipitações venham logo”, disse.

O vice-presidente reforçou que o papel da cooperativa é permanecer ao lado do produtor, oferecendo assistência técnica, planejamento financeiro, orientação de mercado e oportunidades de diversificação. Segundo ele, a Cotrisoja mantém um norte claro de gestão. “Nosso objetivo é crescer com resultado, fortalecer a autonomia financeira e valorizar o relacionamento com o quadro social. Trabalhamos com os pés no chão, com transparência, profissionalismo e foco na sustentabilidade da cooperativa e das propriedades.”

Ao encerrar a entrevista, Borghetti agradeceu à imprensa pela parceria constante e destacou que eventos como o desta terça-feira reafirmam o compromisso da Cotrisoja com a capacitação dos agricultores. “Estamos firmes, confiantes e preparados. Acreditamos que dias melhores virão, e seguimos trabalhando para construir esse futuro junto ao nosso produtor.”

Com informações: Jornalista Fernando Kopper4

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