Estabilidade marca a semeadura do feijão 1ª safra no RS, aponta novo boletim da Emater
O mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar indica um cenário de estabilidade na semeadura do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul, confirmando que o avanço das atividades deve ocorrer com maior intensidade somente a partir do início de dezembro, período tradicional de plantio nos Campos de Cima da Serra.
Nas áreas já implantadas, o panorama revela predominância de lavouras em desenvolvimento vegetativo, que representam 75% do total. Outras 16% estão em floração e 7% avançam para o enchimento de grãos. Em pontos do Centro-Serra, técnicos relatam cultivos iniciando a maturação, enquanto, no Noroeste, já começou a colheita das primeiras áreas voltadas ao consumo das famílias produtoras.
A condição fitossanitária do Estado é considerada adequada. O boletim destaca que as noites mais frias registradas recentemente não trouxeram prejuízos significativos às plantas, ainda que a fase de floração seja mais suscetível a danos provocados pelo frio nesta época do ano. A área estimada para o cultivo de 1ª safra é de 26.096 hectares, com produtividade média projetada em 1.779 kg por hectare.
Na região administrativa de Erechim, o levantamento aponta que 93% das lavouras seguem em crescimento vegetativo, com sanidade considerada apropriada e produtividade prevista de 2.237 kg por hectare. Em Ijuí, 74% dos cultivos encontram-se na mesma fase e 20% já entraram em floração, enquanto o restante avança para o enchimento de grãos. Embora haja registro de maior incidência de antracnose, a expectativa regional mantém-se positiva.
No Sul do Estado, a região de Pelotas apresenta situação fitossanitária satisfatória e 55% da área já semeada, com produção voltada ao consumo familiar e ao abastecimento do comércio local. Em Soledade, 24% das lavouras estão em floração e 3% iniciaram a maturação, com boa emergência de plantas e produtividade média estimada em 1.600 kg por hectare.
Em Santa Maria, 66% das áreas permanecem em crescimento vegetativo, enquanto 15% já avançam para o enchimento de grãos, demonstrando bom ritmo de desenvolvimento nas lavouras mais adiantadas.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Agrolink




