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Mercado de milho ensaia recuperação e canal de alta em Chicago impulsiona expectativas no Brasil

O mercado de milho começa a apresentar sinais mais definidos de recuperação após semanas marcadas por lentidão e pressão baixista. A análise da TF Agroeconômica indica que as cotações em Chicago entraram em um canal de alta, movimento técnico que sugere a formação de um piso mais consistente e abre espaço para avanços graduais no curto e no médio prazos. A mudança ocorre após um período prolongado de oferta global elevada, que havia limitado qualquer reação mais firme dos preços internacionais.

No Brasil, o ajuste acompanha esse movimento externo, mas acontece depois de forte pressão causada pela chegada do milho americano a valores muito baixos, o que ampliou significativamente a disponibilidade interna e retardou a recuperação doméstica. Ainda assim, o cenário começa a mudar: nas últimas semanas, o mercado brasileiro já acumula alta de 4,97%, influenciado diretamente pela melhora no ambiente internacional.

Segundo a consultoria, o novo canal de alta em Chicago funciona como um importante indicativo técnico de que o mercado pode estar iniciando uma trajetória mais favorável para o restante do ciclo. Essa perspectiva reforça a possibilidade de que a segunda metade do período seja marcada por uma recuperação mais nítida, ainda que venha ocorrendo com atraso em relação ao comportamento histórico.

Apesar do momento mais construtivo, a TF Agroeconômica destaca que o acompanhamento rigoroso do custo de carregamento permanece decisivo para a tomada de decisões. Em um cenário de maior volatilidade, ganhos potenciais só se concretizam quando superam as despesas associadas à manutenção da posição. A diferença entre aguardar novos avanços ou aproveitar os preços indicados no dia pode determinar o sucesso das operações.

A avaliação reforça que, embora existam sinais positivos no horizonte, a estratégia continua sendo o fator central para capturar oportunidades e evitar riscos em meio à transição para um cenário de recuperação no mercado de milho.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Fonte: Agrolink

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