Sábado, 07 de Fevereiro de 2026
Telefone: (54) 3383 3400
Whatsapp: (54) 9 9999-7374
Curta nossa página no Facebook:
Clique para Ouvir
Tempo nublado
27°
17°
22°C
Espumoso/RS
Tempo nublado
No ar: Madrugadão Líder
Ao Vivo: Madrugadão Líder
Notícias

Oferta elevada no Sul mantém trigo pressionado e negociações lentas no país

Oferta elevada no Sul mantém trigo pressionado e negociações lentas no país
14.11.2025 09h23  /  Postado por: villaadriano

A movimentação do mercado de trigo no Brasil segue marcada por oferta elevada no Sul e por negociações cautelosas entre produtores e moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul as indústrias continuam comprando apenas o necessário, mesclando trigo da safra antiga com o novo para reduzir o custo médio e evitando assumir posições longas. A consultoria avalia que há abundância de cereal no estado, o que sustenta preços contidos e deve adiar uma recomposição mais firme da demanda para os meses de janeiro a março, período em que o frete tradicionalmente influencia as decisões de compra. As indicações permanecem em R$ 1.020 no interior, R$ 1.140 em Canoas e Porto Alegre e R$ 1.150 na Serra.

Ainda conforme a TF Agroeconômica, a combinação de maior oferta e menor qualidade levou o mercado gaúcho à paridade de exportação. O preço FOB gira em torno de US$ 225 por tonelada, enquanto o FAS em Rio Grande permanece próximo de US$ 216, valores ainda superiores aos do trigo argentino por fatores como teor de proteína e capacidade de embarque no porto. A recente queda do dólar também tornou o cereal da Argentina mais competitivo, enquanto o valor pago na pedra em Panambi recuou para R$ 55.

Em Santa Catarina, a consultoria aponta que a comercialização continua lenta. Há oferta de trigo vindo do Rio Grande do Sul e de São Paulo, porém a preços acima do que os moinhos catarinenses têm interesse em pagar, o que mantém o mercado praticamente travado. Os valores recebidos pelos produtores seguem estáveis há várias semanas.

No Paraná, a TF Agroeconômica relata que o trigo paraguaio entra no estado a preços mais baixos, pressionando as negociações internas. As chuvas sobre áreas ainda não colhidas têm afetado a qualidade e a produtividade, enquanto as cotações seguem próximas da paridade de importação. A média paga aos agricultores subiu para R$ 64,12, mas continua abaixo do custo atualizado, ampliando as perdas no curto prazo.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Fonte: TF Agroeconômica

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.
Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
CONCORDO