Energia fotovoltaica ganha força e se consolida como alternativa econômica e sustentável na região
Nos últimos anos, o interesse pela energia fotovoltaica cresceu de forma significativa em todo o Brasil, e na região não tem sido diferente. A busca por alternativas que garantam economia na conta de luz e contribuam para um modelo de consumo mais sustentável fez com que cada vez mais famílias, empresários e produtores rurais passassem a olhar para os painéis solares como uma solução real e acessível. Para entender melhor esse movimento, o jornalista Fernando Kopper conversou com Diógenes Barbosa Tonello, gestor de energia da CB Net, que explicou o avanço do setor, os mitos ainda existentes e a importância de um bom planejamento na hora de investir.
Segundo Diógenes, apesar de parecer uma novidade recente, a energia solar já é amplamente utilizada em diversos países há muitos anos. No Brasil, o avanço começou de forma mais intensa na última década, quando a tecnologia se popularizou e o custo de equipamentos passou a cair. “A energia fotovoltaica vem como uma alternativa limpa, sustentável e com forte impacto na redução da tarifa de energia. Além disso, ela contribui para diminuir a dependência de fontes como termelétricas, que poluem mais e têm custo mais elevado”, afirmou.
A imagem de grandes placas solares já não está mais restrita a empresas e propriedades rurais. Hoje, é comum encontrar sistemas instalados em residências de diferentes perfis. Diógenes destaca que essa democratização se deve ao avanço da produção de equipamentos, incentivos regulatórios e, principalmente, à busca por economia. “As pessoas começaram a fazer a conta. A energia vem sofrendo aumentos sucessivos e constantes, e a energia solar permite que o consumidor reduza drasticamente o valor mensal da fatura. Em muitos casos, o sistema pode se pagar em até cinco anos, e sua vida útil é de cerca de 25 anos”, explicou.
Durante a entrevista, um dos pontos que mais gera dúvida entre os consumidores foi abordado: o funcionamento em dias nublados ou chuvosos. Ao contrário do que muitos imaginam, os sistemas não param de produzir energia nesses períodos. Eles apenas reduzem a capacidade de geração. Por isso, o dimensionamento correto do sistema é determinante para garantir equilíbrio durante o ano. “Aqui no estado temos períodos de inverno chuvoso, por isso o sistema deve ser projetado para gerar créditos no verão, quando há maior insolação. Esses créditos compensam o consumo nos meses de menor geração”, esclareceu.
Outro tema importante discutido foi a chamada taxação da energia solar, assunto que gerou preocupação desde o final de 2023. Diógenes ressalta que, apesar da repercussão, o efeito prático para consumidores residenciais é mínimo. “Existe uma taxa sobre a energia que é injetada na rede, mas na prática ela representa poucos reais na conta de quem tem sistema residencial. O retorno financeiro ainda compensa muito e continuará compensando nos próximos anos”, reforçou.
Para além da economia, o mercado avança agora para uma nova etapa: o armazenamento de energia com baterias. Principalmente para indústrias, comércios e propriedades rurais, essa possibilidade evita perdas em casos de queda de energia e garante autonomia em períodos críticos. Esse tipo de sistema, que antes tinha custo muito elevado, começa a se tornar mais acessível. “Se antes a única alternativa era o gerador a diesel, hoje é possível integrar sistemas híbridos, que mantêm energia ativa mesmo quando há interrupção na rede. Isso serve tanto para quem precisa de continuidade operacional quanto para quem busca conforto e segurança”, destacou.
Mas se a tecnologia avançou, a instalação segue exigindo conhecimento técnico. Não existe valor fixo para um sistema fotovoltaico. Cada caso precisa ser avaliado individualmente. A posição do telhado, o sombreamento, o tamanho da família, o consumo médio e até planos futuros, como instalar ar-condicionado, influenciam no dimensionamento. Por isso, antes de fechar qualquer negócio, é essencial que um profissional especializado visite o local.
Por fim, Diógenes destacou a preocupação de muitos consumidores com relação à durabilidade das placas, especialmente em regiões onde há ocorrência de granizo. Ele esclareceu que os painéis são fabricados com tecnologia resistente, possuem camadas reforçadas e garantias que variam de 15 a 25 anos. “Os sistemas são pensados para suportar intempéries. É claro que eventos extremos podem gerar danos, como qualquer estrutura, mas os módulos são projetados para resistir a chuvas de pedra dentro de parâmetros comuns da nossa região”, concluiu.
A energia fotovoltaica deixa de ser tendência e se confirma como realidade. Em um cenário de custos elevados, mudanças climáticas e necessidade de preservação ambiental, ela se apresenta como uma solução que une economia, responsabilidade e visão de futuro. Segundo especialistas, a expectativa é de que o número de instalações continue aumentando, especialmente com o avanço das tecnologias de armazenamento e gestão inteligente de energia. Para muitas famílias e empresas, o sol já não é apenas fonte de luz, é também uma alternativa concreta para um consumo mais consciente e sustentável.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper




