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Psicóloga Joselaine Lima Nicolini alerta para os riscos do uso excessivo de telas na infância

Psicóloga Joselaine Lima Nicolini alerta para os riscos do uso excessivo de telas na infância
07.11.2025 15h43  /  Postado por: villaadriano

No contexto atual, em que celulares, tablets, computadores e televisores estão presentes em praticamente todos os lares, o uso das telas se tornou parte da rotina das famílias. No entanto, o que começou como uma ferramenta de praticidade e entretenimento passou a exigir atenção e cuidados. Durante entrevista conduzida pelo jornalista Fernando Kopper, da Rádio Planetário, a psicóloga Joselaine Lima Nicolini detalhou os riscos do uso excessivo de tecnologia por crianças e adolescentes e reforçou a importância do acompanhamento dos pais.

Segundo a profissional, a dependência das telas começa, muitas vezes, dentro da própria casa, a partir do exemplo dos adultos. “As crianças seguem padrões. Se os pais passam muito tempo no celular, elas vão repetir esse comportamento”, explicou. Para a especialista, a cultura de oferecer o celular como forma de acalmar ou distrair as crianças transformou o aparelho em uma espécie de “recurso automático”, o que está diretamente ligado ao desenvolvimento de vícios semelhantes aos observados no consumo de álcool ou tabaco.

As recomendações de saúde seguem diretrizes claras: até os 2 anos de idade, o uso deve ser zero; entre 2 e 5 anos, no máximo uma a duas horas por dia, sempre com supervisão; e, após essa fase, o ideal é que o tempo de tela permaneça limitado e monitorado até a adolescência. O uso prolongado pode desencadear uma série de problemas, como miopia, distúrbios do sono, irritabilidade, dificuldades de socialização, atraso na fala e aumento da agressividade.

Durante a entrevista, a psicóloga destacou que muitos dos atendimentos infantis no consultório têm relação direta com o uso descontrolado de telas. “Quando investigamos o comportamento, quase sempre chegamos à rotina digital”, afirmou. Joselaine citou ainda situações em que a retirada do celular provoca reações intensas. Em alguns casos, o processo de desmame das telas se assemelha a um período de abstinência, podendo exigir semanas de adaptação e, em casos mais graves, acompanhamento médico.

Outro ponto levantado foi a falsa impressão, presente em parte das famílias, de que alterações comportamentais estão automaticamente ligadas a diagnósticos como autismo ou TDAH. “Muitas crianças estão sendo rotuladas sem avaliação adequada. Há casos em que o problema não é um transtorno, mas sim o uso excessivo de telas”, alertou.

A psicóloga reforçou, ainda, que a educação passa necessariamente pela presença e pelo exemplo dos responsáveis. Atividades simples, como brincar ao ar livre, jogar bola, compartilhar momentos em família sem celular à mesa e reduzir o acesso às telas antes de dormir, podem contribuir para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças. “É preciso resgatar o contato real. As relações estão se tornando superficiais quando tudo é mediado por uma tela”, completou.

Para famílias que buscam orientação, Joselaine atende no espaço Prôvida, em Espumoso, nas segundas e quintas pela manhã e nas sextas-feiras. O agendamento pode ser realizado diretamente na recepção do local. A profissional também disponibiliza seu contato e rede social para esclarecimento de dúvidas e orientações.

A mensagem final é clara: tecnologia faz parte da vida moderna, mas precisa ser usada com responsabilidade. Limitar, acompanhar e estar presente são atitudes fundamentais para que o desenvolvimento das crianças aconteça de forma saudável, equilibrada e sem prejuízos emocionais e comportamentais.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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