Sábado, 07 de Fevereiro de 2026
Telefone: (54) 3383 3400
Whatsapp: (54) 9 9999-7374
Curta nossa página no Facebook:
Clique para Ouvir
Tempo nublado
27°
17°
22°C
Espumoso/RS
Tempo nublado
No ar: Madrugadão Líder
Ao Vivo: Madrugadão Líder
Notícias

Comissão do Senado aprova projeto que flexibiliza regras para compra de armas de fogo

Comissão do Senado aprova projeto que flexibiliza regras para compra de armas de fogo
07.11.2025 10h21  /  Postado por: villaadriano

A Comissão de Segurança Pública do Senado Federal aprovou, na última terça-feira (4), o Projeto de Lei 2.424/2022, que altera as regras para a compra e o uso de armas de fogo no país. A matéria recebeu parecer favorável do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) e agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deverá passar pela etapa final antes de ir ao plenário.

Proposto pelo ex-senador gaúcho Lasier Martins, o projeto retira do Estatuto do Desarmamento a exigência de que o cidadão comprove a chamada “efetiva necessidade” para adquirir uma arma. Com isso, o processo de compra torna-se menos restritivo para o interessado.

O texto também reduz a quantidade de documentos exigidos no momento da aquisição. Pela proposta, o comprador deverá apresentar apenas certidões que comprovem não ter sido condenado nem responder a inquérito ou ação penal por crimes como homicídio doloso, tráfico de drogas, tráfico de armas ou outras infrações consideradas hediondas. Atualmente, a legislação impede a compra caso a pessoa responda a qualquer tipo de investigação criminal, além de exigir certidões das justiças federal, estadual, militar e eleitoral.

Outro ponto destacado no relatório é a orientação para que as certidões considerem as chamadas excludentes de ilicitude, como a legítima defesa. Segundo Heinze, a medida busca evitar que cidadãos que se defenderam em situações de risco sejam automaticamente impedidos de adquirir ou manter armas antes de uma eventual condenação.

O projeto também amplia de forma significativa os limites permitidos ao comprador. Caso aprovado, será possível registrar até 10 armas de fogo e adquirir até 500 munições por ano para cada uma delas. Além disso, o texto abre margem para que o certificado de registro funcione, em alguns casos, como porte, permitindo o transporte da arma entre a residência e o local de trabalho, desde que descarregada.

A proposta ainda autoriza caçadores, atiradores esportivos e colecionadores (CACs) a utilizarem suas armas em situações de defesa pessoal, com a possibilidade de manter até oito delas em pronto uso.

Por fim, o projeto define tecnicamente quais armas são consideradas de uso permitido, buscando padronizar a classificação atualmente estabelecida por decretos. Entre elas estão pistolas e revólveres, além de armas portáteis de alma raiada e de alma lisa, como carabinas e espingardas.

O tema deve gerar debate na CCJ, onde senadores contrários e favoráveis à flexibilização da legislação armamentista já se articulam para a próxima etapa de votação.

Com informações: jornalista Fernando Kopper

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.
Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
CONCORDO