Chuvas irregulares atrasam plantio da soja no RS
O plantio da soja no Brasil segue em ritmo firme, mas as condições climáticas adversas em algumas regiões têm influenciado o desempenho do mercado interno e o andamento das lavouras, segundo levantamento da TF Agroeconômica.
No Rio Grande do Sul, a irregularidade das chuvas tem atrasado os trabalhos no campo e afetado o ritmo da safra. De acordo com a consultoria, “para pagamento em 15/10, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 140,00 por saca (+0,72% na semana), enquanto no interior as referências ficaram em torno de R$ 132,00/sc (+0,76%) em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz. Já em Panambi, houve queda para R$ 120,00/sc, refletindo resistência local à demanda”.
Em Santa Catarina, o cenário é o oposto: o excesso de chuvas tem dificultado o andamento da semeadura. “Nos principais polos catarinenses, os preços permanecem estáveis, refletindo um mercado em compasso de espera. No porto de São Francisco, a saca é cotada a R$ 138,55”, destacou a TF Agroeconômica.
No Paraná, o plantio avança de forma consistente, com estabilidade nas negociações. Em Paranaguá, a cotação chegou a R$ 141,00/sc (+1,22%), enquanto em Cascavel o valor caiu para R$ 127,45/sc (-2,56%). Em Maringá, a soja foi negociada a R$ 128,56/sc (-3,19%) e em Ponta Grossa, a R$ 130,61/sc (-2,75%). No balcão, o preço médio ficou próximo de R$ 120,00/sc.
Já no Mato Grosso do Sul, o mercado se mantém cauteloso, com cotações praticamente estáveis. Em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, o preço ficou em R$ 125,54/sc (+0,19%), enquanto em Chapadão do Sul houve leve recuo para R$ 119,95/sc (-2,32%).
O Mato Grosso segue com ritmo firme de comercialização, impulsionado pela boa estrutura logística e proximidade com portos exportadores. As cotações giram em torno de R$ 120,00/sc em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Nova Mutum (-0,09%). Em Rondonópolis, Primavera do Leste e Campo Verde, houve queda de 5,16%, com a saca cotada a R$ 120,83/sc.
Chicago reage a otimismo sobre retomada das compras chinesas
No mercado internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em alta, impulsionados pelo otimismo em relação à retomada das compras chinesas de soja norte-americana.
Na manhã desta terça-feira (28), os principais vencimentos registravam alta entre 10,25 e 11,50 pontos, com o contrato de janeiro cotado a US$ 10,95/bushel, março a US$ 11,06 e maio a US$ 11,17. A valorização reflete as expectativas de um acordo comercial entre Estados Unidos e China, após o anúncio de novas negociações bilaterais envolvendo terras raras.
O mercado aguarda o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para esta quinta-feira (30) na Coreia do Sul, que pode resultar em um compromisso para retomada das importações chinesas de soja americana, suspensas desde maio. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a China deve “voltar a comprar soja dos EUA de forma substancial”, reforçando o clima positivo nas bolsas.
Cotações sobem mais de 2% e testam novas resistências
Na última sessão, os contratos de soja em grão com entrega em novembro de 2025 encerraram em US$ 10,67¼/bushel, alta de 2,44%. O contrato de janeiro de 2026 avançou 2,33%, cotado a US$ 10,85/bushel.
Nos subprodutos, o farelo de soja registrou ganho de US$ 4,10/t (+1,39%), fechando a US$ 298,20/t, enquanto o óleo de soja subiu 0,99%, encerrando a 50,77 centavos de dólar por libra-peso.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as inspeções de exportação de soja totalizaram 1,06 milhão de toneladas na semana encerrada em 23 de outubro, abaixo da semana anterior (1,59 milhão t) e do volume registrado há um ano (2,63 milhões t).
Mesmo com a queda semanal, o acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, já soma 6,71 milhões de toneladas, indicando recuperação gradual no ritmo dos embarques.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Portal do Agronegócio / TF Agroeconômica / USDA




