Presidente da Cooperhaf destaca retomada do programa Minha Casa Minha Vida Rural
Luan Tavares
O presidente da Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares (Cooperhaf), Ari José Pertuzatti, participou de uma entrevista por videoconferência com a Rádio Planetário, onde apresentou detalhes sobre a retomada do programa Minha Casa Minha Vida Rural, voltado a famílias do campo de baixa renda.
Pertuzatti explicou que a Cooperhaf, com atuação nos três estados do Sul, já possui histórico de mais de 40 mil moradias construídas. Após um período de paralisação entre 2016 e 2023, o programa foi retomado no ano passado, contemplando inicialmente 50 mil unidades habitacionais em todo o país, das quais 222 foram contratadas pela Cooperhaf.
“O Minha Casa Minha Vida Rural é uma oportunidade importante para os agricultores familiares, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária com renda anual de até R$ 40 mil. O subsídio é alto, e em muitos casos o agricultor não precisa pagar nada”, destacou o presidente.
As moradias novas terão valor de R$ 91 mil, e as reformas poderão chegar a R$ 44 mil, com pagamento simbólico de 1% do valor. As construções seguem o sistema de autoconstrução, no qual o agricultor participa diretamente da execução da obra, com acompanhamento técnico da Cooperhaf e do sindicato local.
Pertuzatti reforçou que os interessados devem procurar o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar de seu município — como os sindicatos de Espumoso e Fontoura Xavier, ligados à Fetraf — para se inscrever até o dia 20 de novembro.
“Os agricultores precisam estar inscritos no Cadastro Único e possuir o CAF, o Cadastro da Agricultura Familiar. O sindicato é o ponto de referência para esclarecer dúvidas e organizar a documentação”, explicou.
O presidente também destacou a importância social do programa, especialmente diante das condições climáticas severas enfrentadas no Sul do país.
“Ter uma casa segura é essencial. O frio, a chuva, o vento e o granizo afetam muito as famílias. Essas políticas públicas dão dignidade e segurança a quem mais precisa”, observou.
Ari Pertuzatti concluiu reforçando a relevância da organização sindical para garantir o acesso às políticas públicas.
“Não adianta termos programas em Brasília se não houver mobilização aqui na base. A participação no sindicato é fundamental para que as políticas cheguem até as famílias agricultoras”, finalizou.