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Ex-sócio da boate Kiss, Elissandro Spohr, obtém direito de saída temporária para trabalhar fora da prisão

Ex-sócio da boate Kiss, Elissandro Spohr, obtém direito de saída temporária para trabalhar fora da prisão
23.10.2025 15h05  /  Postado por: villaadriano

Elissandro Spohr, ex-sócio da boate Kiss, recebeu autorização da Justiça para usufruir do benefício da saída temporária a fim de realizar atividades de trabalho fora da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) 1, onde cumpre pena. A decisão foi publicada em 20 de outubro, quase dois meses após o julgamento que reduziu as penas dos quatro condenados pelo incêndio que matou 242 pessoas e deixou outras 636 feridas em Santa Maria, em 2013.

Conhecido como Kiko, Spohr teve sua pena diminuída de 22 anos e seis meses para 12 anos de prisão. Com a redução, ele atingiu o requisito objetivo para progressão ao regime semiaberto após cumprir 3 anos, 8 meses e 6 dias em regime fechado. A pena remanescente é de 8 anos, 3 meses e 24 dias.

A autorização para saída temporária inclui o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a determinação de recolhimento entre 20h e 6h.

Outro ex-sócio da boate, Mauro Londero Hoffmann, também cumpre pena na Pecan, mas ainda aguarda decisão sobre a progressão de regime. Segundo a defesa, representada pelo escritório Maia & Lima Advocacia, os pedidos relativos a Hoffmann seguem em tramitação e devem ser analisados em breve.

Em agosto deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reduziu as penas dos quatro condenados no caso — os ex-sócios Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, além do músico Marcelo de Jesus dos Santos e do produtor Luciano Bonilha Leão —, mantendo as condenações, mas recalculando as sentenças.

Marcelo de Jesus, ex-vocalista da banda Gurizada Fandangueira, já havia recebido o mesmo benefício. Cumprindo pena no Presídio Estadual de São Vicente do Sul, ele teve sua condenação reduzida de 18 para 11 anos. A juíza Bárbara Mendes de Sant’Anna, da Vara de Execuções Criminais Regional de Santa Maria, entendeu que o músico já havia cumprido o tempo necessário para progressão ao semiaberto, além de ter obtido redução de nove dias da pena por trabalho e leitura.

Luciano Bonilha Leão, produtor da banda, também teve sua pena reduzida de 18 para 11 anos. Ele já cumpriu mais de dois anos e meio em regime fechado, com direito à remição de 34 dias de pena.

O Ministério Público havia solicitado a realização de exame criminológico para Marcelo e Luciano antes da progressão de regime, mas o pedido foi negado. A Justiça entendeu que a exigência só é válida para crimes cometidos após 11 de abril de 2024, data em que passou a vigorar a Lei nº 14.843, que alterou a Lei de Execução Penal.

Nota da defesa – Maia & Lima Advocacia

“Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann vêm cumprindo a reprimenda que lhes foi imposta fielmente ao que dispõe a Lei de Execução Penal.
Considerando que atualmente encontram-se em regime semiaberto e diante do cumprimento dos requisitos legais para concessão da saída temporária e autorização do trabalho externo, a defesa constituída encaminhou os pedidos ao Juízo da Execução Penal.
Em relação a Elissandro Spohr, ambos os pedidos foram autorizados em decisão proferida em 20 de outubro de 2025. No que pertine a Mauro Hoffmann, os pedidos permanecem em tramitação e deverão ser analisados em breve pelo Poder Judiciário.”

Relembre o caso
A tragédia da boate Kiss ocorreu em 27 de janeiro de 2013, durante uma festa universitária em Santa Maria. O incêndio começou após o uso de um artefato pirotécnico durante o show da banda Gurizada Fandangueira, que atingiu o revestimento de espuma no teto do local. O fogo se alastrou rapidamente, resultando na morte de 242 pessoas e em 636 feridos.

Os réus foram condenados por homicídio simples, 242 vezes consumado e 636 vezes tentado. Após uma série de recursos e decisões judiciais que anularam e restabeleceram o julgamento, o Tribunal de Justiça do RS manteve as condenações em agosto de 2025, mas reduziu as penas. Ainda cabe recurso das defesas.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Fonte: Correio do Povo

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