Dia Mundial da Osteoporose destaca prevenção e tratamento para evitar fraturas silenciosas
Neste 20 de outubro, Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, o alerta se volta para uma condição silenciosa que afeta milhões de pessoas em todo o Brasil: a osteoporose. Para discutir o tema, o jornalista Fernando Kopper conversou com o médico reumatologista Dr. Afonso Papke, que explicou os riscos, os sintomas, as formas de prevenção e os avanços no tratamento dessa doença que atinge principalmente a população acima dos 50 anos.
A osteoporose provoca fragilidade nos ossos, tornando-os mais suscetíveis a fraturas mesmo em atividades do dia a dia, como pequenas quedas ou esforços simples. A estimativa é de que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com mais de 50 anos sofrerão uma fratura relacionada à doença ao longo da vida. As regiões mais afetadas incluem coluna, punho, braço e quadril, sendo que fraturas no quadril representam um risco significativo de complicações e mortalidade entre idosos. Segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose, aproximadamente 10 milhões de brasileiros convivem com a condição, mas apenas um em cada cinco recebe algum tipo de tratamento, o que evidencia a importância da conscientização e do acompanhamento médico.
Dr. Papke ressalta que a osteoporose, apesar de ser mais comum na pós-menopausa, não é uma condição exclusiva da terceira idade. “O reumatismo não tem idade. Muitas doenças começam a se desenvolver cedo, entre os 20 e 30 anos, e o acompanhamento precoce é fundamental para evitar danos irreversíveis ao longo da vida”, explica.
Entre os sinais de alerta para procurar um reumatologista estão dores persistentes nas articulações, músculos ou coluna, rigidez especialmente ao acordar, inchaço nas articulações, alterações em exames de sangue e lesões de pele sem diagnóstico. “A identificação precoce permite tratamento mais eficiente, diminuição da dor, prevenção de sequelas e melhora na qualidade de vida”, afirma o especialista.
A prevenção passa não apenas pelo acompanhamento médico, mas também por hábitos de vida saudáveis. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle de peso são fundamentais. O sobrepeso e a obesidade pioram tanto os reumatismos degenerativos, como artrose, quanto os autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus e psoríase. “A atividade física tem efeito anti-inflamatório semelhante a medicamentos, e a alimentação adequada ajuda no controle do peso e na redução da inflamação”, destaca Dr. Papke. Ele orienta priorizar frutas, verduras, carnes magras e leite, enquanto se deve evitar o excesso de açúcares e alimentos ultraprocessados.
Nos últimos anos, os avanços da medicina reumatológica trouxeram melhorias significativas no diagnóstico e no tratamento de doenças autoimunes. Hoje é possível personalizar o tratamento de acordo com a doença e a manifestação de cada paciente, aumentando as chances de remissão e de manutenção da funcionalidade. “No passado, tratávamos de forma genérica. Hoje, temos medicina de precisão, mais opções de medicamentos e exames que permitem um diagnóstico mais rápido e assertivo”, afirma o médico.
Dr. Papke enfatiza ainda que o maior desafio no tratamento de pacientes com doenças crônicas reumatológicas não está apenas na medicação, mas na adoção de mudanças no estilo de vida. “Orientar o paciente a se exercitar, melhorar a alimentação e manter hábitos saudáveis é mais difícil que prescrever medicamentos, mas é onde se obtêm os maiores resultados. Isso impacta diretamente na saúde física, mental e na qualidade de vida”, explica.
O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, busca chamar a atenção da população para a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento adequado. Em idosos, a doença pode levar a dores crônicas, limitações de mobilidade, perda de independência e redução da qualidade de vida. Para os ouvintes da Rádio Planetário, a mensagem é clara: reconhecer os sinais, buscar atendimento médico especializado e adotar hábitos saudáveis é a melhor forma de prevenir fraturas e garantir um envelhecimento funcional e mais saudável.
A osteoporose não precisa ser uma sentença de fragilidade. Com conscientização, prevenção, acompanhamento médico especializado e mudanças de estilo de vida, é possível envelhecer com mais autonomia, menos dor e mais qualidade de vida, reforçando a importância de cada indivíduo assumir um papel ativo na própria saúde óssea e articular.
Se você sentir dores persistentes, rigidez ou inchaço nas articulações, não espere: procure um reumatologista. O diagnóstico precoce é a chave para reduzir riscos e manter a funcionalidade ao longo dos anos.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper




