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Casos importados reacendem alerta para risco de reintrodução do sarampo no Brasil

Após o Brasil reconquistar em novembro de 2024 a certificação de país livre da circulação do vírus do sarampo, o surgimento de novos casos importados em 2025 acende um alerta nacional de reintrodução da doença. A preocupação aumenta diante da combinação entre a queda na cobertura vacinal e a grande mobilidade da população, fatores que favorecem o retorno do vírus e a ocorrência de surtos em diferentes regiões do país.

Estados como Tocantins, Maranhão e Mato Grosso já registram novos casos e surtos da doença neste ano. No Rio Grande do Sul, foi confirmado um caso importado em uma pessoa não vacinada que retornou de uma viagem aos Estados Unidos, evidenciando que o status de país livre do sarampo não significa imunidade total.

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar através de tosse, espirros ou fala de pessoas infectadas. Mesmo uma pequena queda na cobertura vacinal já é suficiente para permitir que o vírus volte a circular. Por isso, autoridades de saúde reforçam a importância de manter a vacinação em dia e intensificar a vigilância epidemiológica em todo o território nacional.

A imunização coletiva é considerada a principal medida para evitar novos surtos. Estratégias como a vacinação de bloqueio, que consiste em identificar e imunizar rapidamente os contatos próximos de casos suspeitos, são fundamentais para interromper a transmissão. Além disso, o rastreio de casos, o monitoramento de sintomas e o acesso rápido à informação são essenciais para conter o avanço da doença.

O Ministério da Saúde reforça que o sarampo não é uma ameaça restrita às crianças. Adultos também podem contrair o vírus e desenvolver complicações graves, como pneumonia, encefalite e até óbito. Quem não possui o esquema vacinal completo deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Quem deve verificar a situação vacinal e se vacinar:

Crianças: seguir o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI);

Pessoas até 29 anos: devem ter duas doses da vacina;

Adultos de 30 a 59 anos: devem ter recebido pelo menos uma dose;

Profissionais de saúde: precisam ter o registro de duas doses;

Viajantes: devem se vacinar antes de se deslocar para regiões com surto ativo.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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