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Queda de 8,9% nas mortes por câncer de mama em 2024 marca avanço na saúde feminina no Rio Grande do Sul

Queda de 8,9% nas mortes por câncer de mama em 2024 marca avanço na saúde feminina no Rio Grande do Sul
17.10.2025 17h27  /  Postado por: villaadriano

O Rio Grande do Sul registrou uma redução de 8,9% nos óbitos de mulheres em decorrência do câncer de mama em 2024, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (17) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Foram 1.399 mortes no último ano, contra 1.536 em 2023, mesmo com o Estado apresentando a terceira maior incidência da doença no país — 4.842 novos casos.

As informações integram a edição 2025 do Boletim Epidemiológico da Situação do Câncer de Mama no Estado, lançado como parte das ações do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce da doença.

Apesar da alta incidência, o índice de mortalidade apresentou melhora. Em 2024, a taxa foi de 24,2 óbitos por 100 mil mulheres, abaixo da previsão do ano anterior (25,4) e também inferior aos resultados de 2022 (24,8) e 2023 (26,5). Foram 137 mortes a menos do que o esperado, indicando uma tendência de reversão na elevação dos óbitos que havia sido observada em 2023.

Diferenças raciais e regionais

O levantamento também aponta que a mortalidade varia conforme o critério raça/cor. Entre mulheres brancas, a taxa foi de 27,86 óbitos por 100 mil, ainda acima da média estadual. Entre mulheres pretas, o índice chegou a 20,37, e entre pardas, 10,02 por 100 mil. Comparando 2023 a 2024, houve queda de 2,97 pontos percentuais na taxa de mortalidade das mulheres brancas e de 2,48 entre as negras, enquanto na população parda o índice subiu 1,02 ponto.

Em termos geográficos, Porto Alegre concentra o maior número de casos absolutos, com 82 novos registros por 100 mil mulheres. Contudo, a maior taxa de incidência foi identificada em Guabiju, na Serra Gaúcha, com 571,43 por 100 mil habitantes. Já os municípios de Vista Alegre do Prata, São Domingos do Sul e Chapada apresentaram as maiores taxas de mortalidade, superando 200 óbitos por 100 mil mulheres.

Incidência e faixa etária

A taxa de incidência do câncer de mama no Estado foi de 83,79 casos por 100 mil mulheres em 2024, uma leve queda em relação ao índice de 2023 (89,53). As mulheres de 50 a 69 anos responderam por 49,2% dos novos diagnósticos — faixa etária em que são mais recomendados os exames de rastreamento. Já entre 40 e 49 anos, o índice foi de 20,3%, e entre as mulheres acima de 74 anos, 11,7%.

O boletim do Inca também revelou que o Rio Grande do Sul teve 1.122 casos a mais do que a média esperada para o triênio 2023-2025, o que representa um aumento de 30% em relação à projeção inicial. Ainda assim, o Estado ficou atrás apenas de São Paulo (14.327 casos) e Minas Gerais (6.575).

Desafios na prevenção

Apesar dos avanços, a cobertura do rastreamento ainda é considerada baixa. Apenas 26% das mulheres gaúchas realizaram mamografia para prevenção — índice ligeiramente acima da média nacional (24%), mas inferior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As regiões das Araucárias (46%) e Alto Uruguai (39%) apresentam as maiores coberturas, enquanto o Pampa (13%) e a região Carbonífera (15%) registram os menores índices.

Segundo a analista em Saúde Franciele Vasconcellos, da Seção de Saúde da Mulher da SES, o resultado reforça a importância do rastreamento precoce.

“A fim de diminuir os óbitos por câncer de mama, ações de controle da doença são fundamentais. Entre elas estão a promoção do diagnóstico precoce e o rastreamento da população-alvo, ou seja, é importante verificar o câncer de mama em estágios iniciais em pessoas assintomáticas”, destacou.

Câncer de mama: causas e importância do diagnóstico precoce

O câncer de mama é causado pela multiplicação desordenada de células anormais na mama, formando um tumor. Excluído o câncer de pele não melanoma, é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, sendo uma das principais causas de mortalidade feminina. O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno aumentam consideravelmente as chances de cura e de sobrevivência, reforçando a importância de políticas públicas de prevenção e conscientização contínuas no Estado.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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