Heinze alerta para atraso na renegociação de dívidas e critica execução de bens de agricultores gaúchos
Durante pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira (14), o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) voltou a destacar a grave situação enfrentada por agricultores do Rio Grande do Sul atingidos por estiagens e enchentes nos últimos anos. O parlamentar alertou que, apesar dos anúncios do governo federal sobre medidas de apoio ao setor, os bancos ainda não receberam instruções oficiais para colocar em prática a renegociação das dívidas rurais.
“Já estamos no mês de outubro, já tem gente plantando, mas o pessoal não renegociou as dívidas passadas e tem de fazer o custeio da próxima safra. Então, por isso, é imperioso. E a gente vê o empenho do Ministério da Agricultura, da Fazenda, do Banco Central, do BNDES, todo mundo querendo ajudar, mas as instruções têm de chegar às agências”, afirmou Heinze.
Segundo o senador, as instruções que devem ser repassadas às agências bancárias são fundamentais, pois definem os contratos que podem ser incluídos na renegociação, os prazos de pagamento, as taxas de juros aplicadas e a documentação exigida. A demora, destacou, impede que produtores endividados consigam quitar pendências e acessar novos créditos para o custeio da próxima safra.
Heinze também relatou que entidades representativas do agronegócio estão avaliando medidas judiciais contra instituições financeiras que executam bens de agricultores afetados pelas crises climáticas.
“A Aprosoja está estudando uma ação contra esses bancos, porque houve um fato climático. O pessoal não paga porque não pode, não é porque não quer. Estão arrestando bens, tomando colheitadeira, tomando plantadeira, tomando trator. Esse é um assunto em que nós estamos também empenhados”, afirmou o parlamentar.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper




