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Uma a cada 50 pessoas tem HIV na região metropolitana do RS, diz estudo

Uma a cada 50 pessoas tem HIV na região metropolitana do RS, diz estudo
08.08.2025 12h51  /  Postado por: Jornalismo

macrorregião metropolitana de saúde do Rio Grande do Sul tem 1 a cada 50 pessoas convivendo com o HIV o causador da AIDS. É o que aponta um estudo conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento que encontrou uma alta taxa de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), principalmente o HIV e a sífilis. Entre os 11 municípios analisados (Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Gravataí, Guaíba, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Viamão), a prevalência do HIV foi de 1,64%, encaixando-se em uma epidemia generalizada do vírus. O número é 64% a mais do limite considerado pela OMS como uma epidemia controlada. Do público testado positivo, um terço não sabia que tinha o vírus, o que evidencia que a transmissão está acontecendo de maneira silenciosa e com defasagem na testagem. Já no RS, entre quase 8 mil participantes analisados no estudo, a prevalência geral estimada de HIV foi de 0,99%. O estudo também objetivou criar políticas baseadas em evidências que abordem as desigualdades sociais sistêmicas na região.

A demanda do estudo partiu do Ministério da Saúde e do Governo estadual de Saúde, com o cenário de que o Rio Grande do Sul, e especificamente Porto Alegre, vem há muitos anos liderando a maior taxa de mortalidade por HIV no Brasil. Com o objetivo de esclarecer se a situação se diferenciava do restante dos estados do país, o estudo avaliou a taxa de HIV no estado.

Eliana Wendland, epidemiologista coordenadora do estudo no Moinhos de Vento, explica que, quanto ao HIV, a OMS tem um ponto de corte que separa uma epidemia generalizada de uma epidemia concentrada. Enquanto a epidemia concentrada volta-se para grupos específicos – como homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis –, uma epidemia generalizada traz risco para qualquer grupo populacional. Com o Rio Grande do Sul ultrapassando o 1%, a epidemia se mantém sustentada na população geral em termos de transmissão, e a transmissão fica equilibrada tanto para homens quanto para mulheres.

O estudo apontou que o risco de ter HIV está associado a uma determinada faixa etária – pessoas de 30 a 49 anos. Também está associado a classes mais baixas, mais vulneráveis, pessoas pretas e pardas e com baixa escolaridade. “Isso é um fator importante, principalmente quando a gente vê, por exemplo, o conhecimento associado às ISTs, que está diretamente ligado ao nível educacional. As pessoas com menor nível educacional têm um maior desconhecimento sobre o HIV”, afirma a pesquisadora.

O diferencial do estudo foi realizar a testagem em pessoas que não tinham apresentado nenhum sintoma e também não suspeitavam que pudesse ter o vírus. O resultado é categórico: no boletim, 37% das pessoas que testaram positivo não sabiam que tinha o HIV, não tinham o diagnóstico. A prevalência da viremia não suprimida foi apresentada por Wendland em um Congresso Mundial de IST, ocorrido em Montreal. “Muitas pessoas tinham taxas muito altas de vírus e, dessas, um grande número não sabia que tinha HIV. E essas pessoas estão transmitindo vírus para outras pessoas dentro da sua comunidade”, diz a pesquisadora. A viremia alta tem fatores importantes que aumentam a transmissão da doença e pioram a qualidade de vida e a expectativa média das pessoas, aponta.

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