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Um ano após a maior enchente já registrada, chuvas voltam a deixar municípios em alerta no RS

Um ano após a maior enchente já registrada, chuvas voltam a deixar municípios em alerta no RS
Imagem: Jonathan Heckler /Agência RBS
18.06.2025 15h15  /  Postado por: pedrowtech

O Rio Grande do Sul enfrenta novamente uma série de alagamentos e transtornos causados pelas chuvas intensas que atingem o estado desde o início de junho de 2025. Um ano após registrar a maior enchente da sua história, o território gaúcho volta a entrar em estado de alerta, com rios subindo rapidamente, estradas bloqueadas, pessoas desabrigadas e municípios decretando situação de emergência.

Volume de chuva e municípios afetados

Entre os dias 17 e 18 de junho, a capital Porto Alegre acumulou mais de 106 mm de chuva em menos de 24 horas — o equivalente a quase 80% da média histórica para todo o mês de junho. Em Canoas, na região metropolitana, choveu 69 mm em apenas quatro horas, volume que já supera a média esperada para o dia inteiro.

Conforme boletim da Defesa Civil Estadual, mais de 80 municípios registraram ocorrências associadas às chuvas, incluindo alagamentos em áreas urbanas, transbordamentos de arroios e quedas de barreiras. As cidades mais afetadas até agora são Canoas, São Leopoldo, Esteio, Sapucaia do Sul, Taquara, Lajeado, Caxias do Sul, Santa Maria e Encantado.

Situação de emergência e população atingida

A nova sequência de temporais já provocou consequências graves. De acordo com os dados divulgados em 18 de junho:

2 pessoas morreram em decorrência das chuvas;
1 pessoa segue desaparecida;
Mais de 1.300 pessoas estão desalojadas;
Cerca de 1.000 estão em abrigos públicos;
Mais de 50 trechos de rodovias estaduais e federais apresentam bloqueios totais ou parciais.

A Defesa Civil mantém alerta máximo para risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra, especialmente nas regiões da Serra, Vale do Taquari, Vale do Sinos, Litoral Norte e região metropolitana.

Rios sob alerta e risco de transbordamento

Com o volume de água que caiu em poucos dias, os principais rios do estado — como o Guaíba, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí — apresentam níveis elevados e cota de alerta. Em alguns pontos, o avanço das águas já provoca inundações em áreas próximas às margens.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para chuvas intensas em mais de 360 municípios gaúchos, prevendo precipitação superior a 100 mm por dia e rajadas de vento que podem passar de 70 km/h.

Reflexos das enchentes de 2024

A população ainda se recupera do trauma causado pelas enchentes de 2024, quando o estado registrou a maior catástrofe climática de sua história. Na ocasião, mais de 170 mortes foram confirmadas, e o número de desabrigados passou de 600 mil pessoas. O nível do Guaíba chegou a ultrapassar os 5,30 metros, superando o recorde de 1941.

Desde então, diversas obras de contenção começaram a ser planejadas e executadas. Em Porto Alegre, por exemplo, a prefeitura iniciou em dezembro a construção de um sistema de barreiras ao longo da Orla do Guaíba, na zona sul, com previsão de entrega até o fim de 2025. No entanto, as ações ainda não são suficientes para conter os impactos das chuvas mais recentes.

Especialistas alertam: fenômeno tende a se repetir

Meteorologistas e climatologistas explicam que os eventos extremos têm se tornado mais frequentes devido às mudanças climáticas globais. Em 2025, a combinação de sistemas de baixa pressão, ar tropical úmido e instabilidades constantes no Cone Sul contribuiu para o excesso de chuva no Sul do Brasil.

A MetSul Meteorologia alerta para a possibilidade de novos episódios extremos ao longo do inverno, e reforça a importância do monitoramento constante e da adoção de políticas públicas preventivas, como planos de evacuação, investimentos em infraestrutura hídrica e ações de adaptação urbana.

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