Influenciadores digitais também podem responder criminalmente, alerta advogado
Na manhã desta quarta-feira (18/06), o advogado criminalista Leonardo Fleischflesser foi entrevistado por Pedro Vedoia da Rádio Planetário via vídeo conferência, trazendo um alerta importante: influenciadores digitais, apesar da fama, não estão imunes à lei. Segundo ele, esses profissionais podem responder criminalmente por crimes como calúnia, difamação, injúria, divulgação de fake news, publicidade enganosa, promoção de atividades ilegais e até lavagem de dinheiro.
Leonardo explicou que, para haver responsabilização criminal, é necessário que o influenciador tenha conhecimento de que está cometendo um crime. No caso de divulgação de produtos enganosos, por exemplo, se houver má-fé ou indícios claros de fraude, pode configurar crime.
O advogado também destacou os cuidados que tanto influenciadores quanto empresas devem ter antes de fechar parcerias, especialmente em setores como finanças, saúde e apostas. Ele reforçou que a divulgação de sites de jogos não regulamentados ou a promessa de ganhos garantidos pode ser considerada prática criminosa.
Leonardo finalizou alertando que empresas, embora não respondam criminalmente, podem ser responsabilizadas civilmente pelos atos dos influenciadores que contratam. Por isso, recomenda-se a elaboração de contratos bem estruturados e programas de compliance para prevenir problemas legais.
Confira:




