13 de Maio: Mais que o fim da escravidão, um marco histórico e social
Nos estúdios da Rádio Planetário e Rádio Líder, nesta terça-feira, 13 de maio, o repórter Rodrigo Oliveira conversou com a professora de história Tânia Diêhl sobre a data simbólica que marca a abolição da escravidão no Brasil, em 1888. A educadora destacou que, embora a assinatura da Lei Áurea tenha formalizado o fim da escravidão, ela não garantiu a inclusão dos ex-escravizados na sociedade.
Durante a entrevista, Tânia contextualizou o sistema escravista desde a colonização portuguesa até o século XIX, passando pelas leis que antecederam a abolição, como a Lei Eusébio de Queirós, a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários. Ressaltou também que interesses econômicos internacionais, como os da Inglaterra industrializada, influenciaram o movimento abolicionista ao demandarem novos mercados consumidores.
Apesar da libertação, os negros foram deixados à margem da sociedade, sem amparo ou indenização, o que originou problemas sociais duradouros. A professora ainda lembrou que o fim da escravidão teve consequências políticas, como o enfraquecimento da monarquia e a posterior proclamação da República, em 1889.
Tânia alertou que, mesmo hoje, casos de trabalho análogo à escravidão ainda são encontrados no Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul. Para ela, o 13 de maio deve ser lembrado não apenas como uma vitória legal, mas como um convite à reflexão sobre as desigualdades históricas ainda presentes no país.
Confira a entrevista:




