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Por medo da covid-19, consultas diminuem e podem aumentar doenças vasculares, psiquiátricas e oncológicas 

A pandemia do COVID-19 foi dramática na saúde global. Embora o foco tenha sido a mortalidade direta da doença, há repercussão indireta sobre outras condições de saúde como doenças cardiovasculares, psiquiátricas e oncológicas que acabam, de alguma forma, comprometendo a coletividade.   Houve redução nos encaminhamentos da atenção primária e atrasos no diagnóstico de doenças graves como câncer, por exemplo. Um estudo da Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde com 40 mil pessoas mostrou redução nos tratamentos com quimioterapia (14%), radioterapias (28%) e exames como colonoscopia e mamografia (35%). O significado prático desse fenômeno é calculado em milhares de vidas perdidas nos próximos anos. O médico oncologista Stephen Stefani diz que neste momento não tem mais sentido as pessoas deixarem de frequentar os consultórios. Ele cita a drástica redução do número de mamografias.

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Entende-se que, na incerteza e aprendizado sobre a nova doença infecciosa, medidas foram tomadas para controlar a pressão no sistema de saúde que nunca esteve preparado para super utilização. O oncologista disse que a não realização de exames contra o câncer pode ter consequências desastrosas.

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Cada país precisará ajustar seus sistemas, mas obtenção colaborativa de dados científicos sistemáticos e contínuos são cruciais. Ficou mais nítido que a desigualdade e desunião social são devastadoras. Se não aprendermos com isso, seguiremos doentes. O médico analisa a discussão áspera que se transformou a administração da cloroquina e o uso da invermectina em pessoas que não querem ser contaminados pela covid-19.

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