Lideranças do setor lácteo irão solicitar ao Governo Federal ajustes na legislação do Programa de Escoamento da Produção (PEP) para incluir a comercialização de leite UHT e derivados, como o queijo. O regulamento em vigor prevê apenas escoamento de leite cru, o que praticamente inviabiliza a efetividade da ferramenta. O pleito consta de documento que será entregue à ministra Tereza Cristina nesta quinta-feira (29/08), quando deverá visitar a 42ª Expointer, em Esteio. Entendendo a urgência de medidas que viabilizem a manutenção de milhares de produtores no campo, ainda pede-se a compra emergencial de 30 mil toneladas de leite em pó e 200 milhões de litros de leite UHT. O oficio foi assinado pela Secretaria da Agricultura, Sindilat, Conseleite, Farsul, Ocergs, Fecoagro e Fetag.
Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, , é essencial que o governo se sensibilize com a situação do setor produtivo, principalmente após a assinatura do acordo com a União Europeia, que expõe o mercado nacional aos produtos importados. Ele também analisou o acordo comercial Brasil- China para o segmento.
A reportagem é de Eduardo Leães, da Rádio Agert.
Segundo cálculos do Sindilat, para viabilizar exportações, o Brasil precisaria reduzir o preço de exportação da tonelada de leite em pó dos atuais US$ 3.100 para algo próximo de US$ 2.900, uma redução de cerca de 6%. Para conseguir essa redução, estima ele, o preço pago pelo litro de leite também precisaria diminuir cerca de 30% sem, contudo, atingir a rentabilidade dos tambos. A entidade alerta que sem fazer o dever de casa será inviável que os produtores aproveitem as oportunidades que se abrem para serem pelas aquisições da Europa.
Fonte e foto: Ascom Sindilat
