Receita Federal diz que não há previsão para correção da tabela do imposto de renda

Uma correção da tabela teria custos para os cofres públicos e representaria um fator adicional de pressão na inflação. Com perdas na arrecadação, tanto o governo federal como a maior parte dos Estados e capitais elevaram tributos em 2016. (Foto: Marcos Cunha/ o Sul)
Tudo indica que o brasileiro pagará mais imposto de renda em 2016 do que no ano passado. Apesar da cobrança até dentro do governo por uma correção da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoas Física), ainda não há qualquer sinalização de que será feito algum ajuste na base de cálculo desse ano.
A Receita Federal informou que não há reajuste previsto por ora e que a tabela permanece a mesma enquanto não houver alteração em lei. O Ministério da Fazenda não se manifestou sobre o tema.
Uma correção da tabela teria custos para os cofres públicos e representaria um fator adicional de pressão na inflação. Com perdas na arrecadação, tanto o governo federal como a maior parte dos Estados e capitais elevaram tributos em 2016.
Maior Defasagem Com a disparada da inflação, que fechou 2015 em 10,67% pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), houve uma defasagem média de 4,81% na correção da tabela do IR, uma vez que o reajuste médio concedido pelo poder Executivo no ano passado foi de 5,6%.
De acordo com estudo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), a defasagem registrada em 2015 é a maior dos últimos 10 anos. Em 20 anos, a defasagem em relação à variação da correção da tabela do Imposto de Renda em relação à inflação somou 72,2%. (AG)