Campo e lavoura: Estudo da FEE aponta que Brasil subsidia apenas 4,61% da produção agrícola
A Fundação de Economia e Estatística (FEE) órgão oficial de análise e divulgação de dados econômicos do Estado do Rio Grande do Sul realizou estudo sobre os recursos públicos para o setor agropecuário no Brasil e em outros países do mundo. Nos últimos anos a agropecuária do Brasil teve substancial aumento de produtividade, participação no cenário mundial e aumento de recursos do governo para o setor. Entretanto, a importância alcançada pela agropecuária brasileira não possibilitou que o setor obtivesse maior proteção do governo a partir de políticas de subsídios.
De acordo com o estudo de economistas da FEE o Brasil protege, com subsídios, apenas 4,61% de toda sua produção agropecuária. Muito pouco quando em comparação com países de igualdade de competitividade no mercado internacional como por exemplo a União Européia que destina recursos públicos para 19% de toda sua produção rural. O estudo da FEE sobre as políticas de apoio à agropecuária no Brasil e no mundo apontou como exemplo o mercado lácteo internacional no qual a União Europeia tem importante participação. A apuração dos dados apontou que os produtos europeus só conseguem competitividade tanto em qualidade e quanto em preço pelo motivo do forte aporte de recursos governamentais. Numa competição de livre mercado, os produtos europeus não teriam a relevância que possuem hoje.
No início deste mês de junho o governo federal anunciou que o plano safra 2015 / 2016 terá o aporte de R$ 187 bilhões, um aumento de 20% em relação aos recursos do plano do ano passado. Deste montante, R$ 149,5 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização e R$ 38,2 bilhões para investimentos. Com a previsão da colheita de 198 milhões de toneladas este ano, estima-se que o agronegócio possa movimentar R$ 460 bilhões. Os economistas Sergio Leusin e Rodrigo Feix, responsáveis pelo estudo, dizem que o objetivo é promover uma comparação entre os países. Eles destacam que o Plano Safra deste ano, apesar dos ajustes do governo, poderia promover mais recursos para a área de investimentos.
A reportagem é de Edson de Souza, da Rede Gaúcha de Rádios do Interior.
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